O acordo que possibilitou o Governo de António Costa poderá estar em causa se o executivo ceder às exigências da troika na liquidação dos direitos dos trabalhadores, avisa o líder do PCP.

"Ninguém entenderá que o Governo ceda em questões fundamentais" protegidas pela Constituição Portuguesa, referiu Jerónimo de Sousa.

O secretário-geral comunista admite que, "se existir uma destruição desses conteúdos de posição conjunta [firmado entre PCP e PS], naturalmente teremos um problema".

Vários órgãos de comunicação social avançaram 18 medidas defendidas pela troika, cuja missão estará de volta a Lisboa a 27 de Janeiro, numa terceira avaliação pós-programa de assistência económico-financeira.

O líder do PCP falava à margem da arruada que realizou esta terça-feira à tarde na cidade Loulé, distrito de Faro, na qual promoveu o candidato presidencial Edgar Silva como aquele que garante o respeito e cumprimento da Constituição da República Portuguesa.

Vincando a importância vital da Constituição da República enquanto documento que reflecte um projecto de democracia política, económica, social, cultural e de afirmação da independência Nacional, Jerónimo de Sousa sublinhou a importância de eleger um Presidente da República que não seja "pró-forma" ou "corta fitas".

O líder comunista apelou à mobilização ao voto nas eleições de domingo e lembrou que as sondagens são apenas sondagens e que o voto é que conta.