Os Nazis venceram a Segunda Guerra Mundial. Este é o ponto de partida de ""The Man in the High Castle", série original da Amazon que estreou dez novos episódios no passado dia 20 de novembro.

Para promover a série de Ridley Scott, o serviço de streaming decorou os bancos do metro de Nova Iorque com símbolos associados à Alemanha Nazi e espalhou vários cartazes pela cidade.

A campanha de marketing está a gerar polémica nas redes sociais. ""Eu tive escolha, e por isso escolhi sentar-me em cima do símbolo Nazi, porque não queria olhar para ele", conta um nova-iorquino ao blog Gothamist.

"Os padrões atuais proíbem propagandas políticas. A não ser que acreditem que a Amazon está a defender o controlo Nazi sobre os Estados Unidos, então a campanha está dentro dos padrões. Eles estão apenas a promover uma série", defende um representante do metro de Nova Iorque.

Em abril, o MTA, companhia responsável pelos transportes públicos nova-iorquinos, decidiu proibir todas as campanhas publicitárias com referências políticas ou que possam incentivar o ódio. Segundo Kevin Ortiz, porta-voz da companhia, a nova campanha da Amazon cumpre as normas previstas. "Os anúncios não violam os nossos paradões de anúncios com conteúdo neutro", disse Ortiz ao Buzzfeed.

"The Man in the High Castle", série produzida pela Amazon, tem como base o romance de Philip K. Dick de 1962. Tal como no livro, a série foca-se nas consequências do conflito armado, 15 anos depois do final da Segunda Guerra Mundial. Ao contrário da realidade, a história mostra como ficou o mundo com a vitória dos Nazis, onde os Estados Unidos ficaram sobre a alçada da Alemanha nazi e do Japão.

No livro, o mundo vive cheio de dúvidas e de incertezas. Para obterem respostas, os cidadãos (excepto os alemães) guiam-se diariamente pelo milenar livro chinês “I Ching”, que apresenta oito figuras que alegadamente mostram tudo o acontece na terra e no céu.

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