O jornalista americano-canadiano morreu aos 84 anos, Nova Iorque. Morley Safer foi durante anos a estrela do programa da CBS, o "60 Minutes", transmitido em Portugal pela SIC.

Safer anunciou a reforma na semana passada, por motivos de saúde. Ainda não foi revelada a causa da sua morte.

"É um dia muito triste para todos nós no "60 anos" e na CBS News. Morley era uma figura icónica, um dos pilares e uma inspiração", pode ler-se no site da estação de notícias.

Ganhou visibilidade com a forma como cobriu a Guerra do Vietname: mostrou aos norte-americanos algo que não estavam preparados para ver, como os seus soldados a incendiarem aldeias inteiras. Uma reportagem seria classificada como uma das melhores peças de jornalismo do século XX pela Universidade de Nova Iorque.

A CBS lembra algumas histórias marcantes do jornalista, que "escreveu ensaios elegantes", e lembra com mais destaque a entrevista a Ruth Madoff, em 2011, que quase 19 milhões de pessoas viram.

"Morley foi um dos mais importantes jornalistas de qualquer meio, de sempre", disse o patrão e CEO da CBS. Para Leslie Moonves , Safer mudou a forma de se fazer reportagem. "Ele era também um cavalheiro, estudioso, um grande contador de histórias — tudo isso e muito mais para a gerações de colegas, a sua legião de amigos, e a sua família, a quem prestamos as mais sinceras condolências pela perda de um dos grandes tesouros da CBS e do jornalismo".

Também o presidente da CBS News reagiu. "Nenhum correspondente teve um leque tão extraordinário, desde reportagem de guerra a todos os aspectos da cultura moderna".

Vídeo homenagem publicado quando o jornalista se reformou.