O “Expresso” diz que a “Comissão Europeia queria liquidar o banco e questionava a viabilidade desde 2013”. O semanário garante que o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, avisou Maria Luís Albuquerque em Novembro para a necessidade de uma intervenção no Banif. A ministra das Finanças da altura respondeu recusando quaisquer perdas para os contribuintes.

Ainda no “Expresso”, “Orçamento de Renzi desafia Bruxelas”. “Itália vai ter um orçamento expansionista em 2016 com forte descida de impostos”.

“Défice parecia controlado antes da bomba Banif” é um título que se repete no “Diário de Notícias” e no “Jornal de Notícias”. O DN refere que “ontem o INE apurou que o défice público nas contas nacionais estava nos 3,6% em Setembro: ainda assim acima do tecto do Pacto europeu”. Ainda no “DN” Viriato Soromenho Marques defende, num artigo de opinião, que “a queda do Banif é mais uma consequência da intenção que se esconde sob o projecto da União Económica e Monetária. A ideia de um sistema económico dominado pelos fluxos financeiros e completamente imune à vontade política dos povos”. O professor universitário diz que “A união bancária acabará por ser o buraco negro da concentração do capital financeiro que deixará países como Portugal na mais completa indigência”.

“Troika cortou na saúde o que injectou no Banif” é a manchete do “i”. O jornal fez as contas e diz que “os gastos do Serviço Nacional de Saúde diminuíram 15% durante o programa de assistência, com um corte de 1,5 mil milhões de euros”.

O “i” traz também hoje uma reportagem com jovens estrangeiros que passam o Natal em Portugal onde estão a estudar ao abrigo do programa Erasmus”.

O “Correio da Manhã” diz que a “venda do Banif salva 7.411 ricos” e que “Se o Governo não tivesse optado pela resolução, os clientes com depósitos acima dos 100 mil euros perdiam o dinheiro, pois em Janeiro entra em vigor uma nova directiva comunitária em que os accionistas serão os primeiros a sofrer perdas, seguidos dos credores subordinados, credores seniores e depositantes acima dos 100 mil euros”. “É o chamado bail in”.

Ainda no ”Correio da Manhã”, os mais recentes dados da execução orçamental. O título: “Troika leva dois mil milhões de euros em juros”.

O britânico “The Times” garante que os ministros vão ser autorizados a fazer campanha pelo não no referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia. A informação é avançada ao jornal por fontes de Downing Street.

Será que a Europa atingiu o ponto de ruptura? A pergunta está no “New York Times” que diz que a crise dos refugiados, a bancarrota da Grécia, as agressões da Rússia e os casos de terrorismo – tudo contribuiu para desfazer a União Europeia.

O francês “La Croix” publica uma reportagem sobre a situação dos imigrantes e refugiados nos campos na fronteira de França com o Reino Unido. O título é “Natal suspenso em Calais”.