A saída do Reino Unido da União Europeia é um dos factores a interferir nas previsões de crescimento económico o Governo. Numa entrevista ao jornal "Público", o ministro das Finanças admite rever as contas em Outubro.

Admitindo que tem havido uma sucessão de revisões, que "já têm uma dimensão significativa", Mário Centeno aponta a procura externa e o "Brexit" como últimos factores a interferir nos cálculos.

O ministro diz, em concreto, que a turbulência causada pela saída do Reino Unido nos mercados pode, por exemplo, complicar a venda do Novo Banco em bolsa.

Em Abril, o Governo mostrava-se optimista quanto às previsões e pressupostos para o Programa de Estabilidade. Mário Centeno afirmava que uma execução orçamental estava a correr melhor do que o previsto e que o défice estava sob controlo.