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Numa conferência de imprensa na sede do parlamento dos Açores, na Horta, ilha do Faial, a deputada bloquista Zuraida Soares afirmou que a Saudaçor, que gere os recursos e equipamentos de saúde dos Açores, é um "instrumento desnecessário", cujos serviços deviam ser integrados na Secretaria Regional da Saúde.

"Bem percebemos agora por que razão é que o Governo Regional se recusa a extinguir a Saudaçor, integrando os seus trabalhadores na secretaria regional que a tutela", insistiu Zuraida Soares, acusando o executivo açoriano de fazer "malabarice" contabilística à custa daquela empresa.

A deputada do BE referiu que a dívida da Saudaçor ascende atualmente a 551 milhões de euros, mas de acordo com as regras em vigor essa dívida "não é assumida como dívida direta da administração regional".

"Caso fosse, a dívida direta da região não seria de 573 milhões de euros, como o Governo [Regional] assume, mas sim de 1.124 milhões, ou seja a dívida passaria dos cerca de 20% do PIB [Produto Interno Bruto] para 40%", realçou Zuraida Soares.

O BE/Açores propõe também que o executivo açoriano integre nos quadros da administração regional os trabalhadores que desempenham funções precárias no arquipélago, dando assim um exemplo no combate que anunciou que pretendia concretizar.

Zuraida Soares disse também que, apesar de o "frenesim de integração" que o Governo dos Açores pretende fazer na administração regional, vai continuar a deixar de fora "cerca de 600 docentes precários" e ainda os enfermeiros que desempenham funções ao abrigo dos programas Estagiar.

"Um Governo do Partido Socialista não pode conformar-se com trabalho barato e sem direitos", considerou a deputada do Bloco.

A bancada do BE, com dois deputados, vai apresentar cerca de 30 propostas de alteração ao Plano e Orçamento para 2017, que vai estar em discussão a partir de terça-feira na Assembleia Legislativa Regional.

Segundo Zuraida Soares, o sentido de voto do BE irá depender da "dimensão" da eventual abertura ao diálogo que a maioria socialista no parlamento regional vier a demonstrar ao longo do debate.

Também o CDS-PP e o PCP apresentaram hoje várias propostas de alteração ao Plano e Orçamento para 2017, mas não anunciaram ainda qual será o seu sentido de voto.

Apenas o PSD, o maior partido da oposição, já disse que iria votar contra os documentos.

O parlamento dos Açores é composto por 57 deputados (30 do PS, 19 do PSD, quatro do CDS-PP, dois do BE, um do PCP e um do PPM).