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Em declarações aos jornalistas após o conselho de ministros da Agricultura da União Europeia que marcou o arranque de “um longo processo negocial que se irá arrastar muito provavelmente ao longo dos próximos três anos e que irá definir quer as regras, quer os meios financeiros para a PAC pós-2020″, Luís Capoulas Santos indicou que o Governo decidiu abordar o debate com uma “postura construtiva”, mas também ofensiva e informada, pelo que conta com os contributos de académicos e agricultores.

“Não é difícil antever que esta será porventura a mais difícil negociação sobre esta matéria desde a fundação da UE. Todos conhecemos os momentos conturbados que vivemos, a que acresce recentemente o previsível impacto do ‘brexit’, e que certamente constituirá um fator de perturbação adicional numa negociação já de si bastante complexa”, começou por referir.

Nesse contexto, anunciou que tenciona, “nos próximos dias, constituir em Portugal um grupo de acompanhamento do ministro, neste caso do Ministério da Agricultura, ao longo deste processo”, que será “constituído por um conjunto de peritos”, sendo sua intenção “convidar naturalmente alguns dos melhores cérebros portugueses nesta matéria”, oriundos do meio universitário.

Paralelamente, acrescentou, constituirá um outro “grupo de representantes onde estarão as principais confederações agrícolas portuguesas”.

“Procurarei assim que o trabalho produzido pelos académicos seja confrontado com as preocupações reais dos agricultores e que, dessa síntese, o ministro possa retirar contributos que lhe permitam, no seio do Conselho, e em articulação com as demais instituições europeias, assumir ao longo deste processo as posições negociais que nos parecem mais vantajosas”, explicou.

Capoulas Santos revelou ainda que “Portugal pensou que a melhor forma de se posicionar neste debate era jogar na antecipação”, razão pela qual apresentou hoje no Conselho um documento orientador, onde define aquelas que considera que devem ser “as prioridades para uma reforma futura da PAC”, e onde, ao mesmo tempo, procura “acautelar interesses portugueses”.

“Apesar das dificuldades que se avizinham, espero que possamos chegar ao final com um desfecho positivo para Portugal e para os agricultores portugueses, garantindo-lhes estabilidade e garantindo-lhes rendimento. É essa a principal preocupação do Governo”, concluiu.