Nas notas do antigo diretor do FBI, James Comey, divulgadas ontem, quarta-feira, pelo The New York Times, é dito que durante um jantar na Casa Branca, que decorreu a 27 de janeiro, o presidente norte-americano disse a Comey que precisava de lealdade: "Eu preciso de lealdade. Eu espero lealdade", terá dito Trump.

Esta quinta-feira, perante o Comité dos Serviços de Inteligência do Senado, Comey foi questionado sobre como surgiu o convite, gerando aquele que foi talvez o momento mais descontraído durante a audiência aberta à comunicação social (haverá outra mais tarde, a decorrer por volta das 18h00 em Portugal, numa sessão fechada) que durou aproximadamente três horas.

O momento aconteceu quando o senador do Maine, Angus King, perguntou quem tinha convidado quem para jantar. James Comey disse que nunca tinha pedido um jantar com Trump, passando a reproduzir aquilo de que se recordava. O convite terá surgido repentinamente, tendo o antigo diretor do FBI aceitado de imediato, de acordo com a disponibilidade do presidente norte-americano.

Logo de seguida, perante o Senado, Comey explicou que teve que desmarcar um encontro com sua esposa para poder jantar com Donald Trump.

"Em retrospetiva, adoro passar o tempo com minha esposa, quem me dera ter estado lá naquela noite", disse Comey entre risos.

"Essa é uma questão que não vou seguir", disse o senador King, num tom descontraído.

A audição do antigo diretor do FBI, James Comey, está a decorrer ao minuto no SAPO 24.