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O contra-almirante Bruce Loveless, oficial do serviço de informações da Marinha, é o segundo oficial desta patente a ser acusado no caso, que já atingiu os 25 arguidos.

O empresário malaio Leonard Francis, alcunhado de ‘Leonardo Gordo’ devido à sua figura corpulenta, está no cento do escândalo e à espera de sentença nos EUA, depois de admitir que a sua empresa de serviços portuários corrompera oficiais com dinheiro, prostitutas e outras dádivas para garantir que os navios da Marinha norte-americana paravam nos portos operados pela sua firma.

Durante uma ocasião, Francis promoveu um jantar em Hong Kong, no qual Loveless e outros alegadamente se empanturraram com uma refeição de oito pratos, incluindo sopa de trufas negras, salada de lagosta, caviar, fígado de pato em pão torrado e outros pratos fantasiosos.

“Cada prato era acompanhado de Champagne ou vinho fino”, acrescentaram os procuradores, e o custo total do repasto foi de “aproximadamente” 18.371 dólares (17.312 euros).

Loveless foi levado hoje para a sua casa, em regime de prisão domiciliária, no Coronado, e deve comparecer no tribunal federal até ao final do dia.

No perfil de Loveless na rede social LinkedIn detalhou-se que reformou-se em outubro de 2016, ao fim de três décadas como agente do serviço de informações da Marinha.

“Ele, direta e indiretamente, de forma corrupta, pediu, procurou, recebeu, aceitou e concordou em receber coisas de valor (…), incluindo entretenimento, estadias em hotéis e serviços de prostitutas”, especificou-se na acusação.

Segundo os procuradores, Francis participou em orgias generalizadas, incluindo uma, em maio de 2008, “que durou vários dias, com um carrossel rotativo de prostitutas, durante a qual os acusados beberam todas as garrafas de (champanhe) Dom Perignon disponíveis no (hotel) Shangri-La”, em Manila, com um custo superior a 50 mil dólares.

Durante uma visita ao porto pelo navio USS Blue Ridge, em 2007, material histórico da Suite MacArthur, no Hotel Manila, relacionado com o conhecido general norte-americano Douglas MacArthur, “foi usado pelos participantes em atos sexuais”.

Loveless é o segundo contra-almirante a ser acusado neste caso.

Em junho de 2016, o contra-almirante Robert Gilbeau admitiu a um juiz federal, em San Diego, que tinha mentido quando afirmou aos investigadores que nunca tinha recebido prendas de Francis.