O relatório de 14 páginas contém uma série de conselhos à população civil, como a preparação para o abastecimento de material médico de emergência, procura de pontos de proteção e refúgio ou procedimentos sobre como isolar uma habitação em caso de ataque químico.

“Não olhe para a explosão ou para a ‘bola de fogo’ porque pode cegar; mantenha-se atrás de qualquer objeto que o possa proteger e procure refúgio o mais rápido possível, mesmo que esteja afastado da zona de impacto (…), o vento pode propagar a radioatividade”, são algumas das mensagens difundidas à população do território norte-americano no Pacífico.

As recomendações oficiais aconselham também o armazenamento de comida enlatada, água e utensílios de uso diário.

Os planos básicos de defesa civil foram publicados num site oficial e através da rede social Facebook.

O regime de Pyongyang tornou público um plano militar que indica que vai efetuar quatro disparos de mísseis de médio alcance, em meados de agosto, e que têm como alvo as águas territoriais de Guam.

A ilha do Pacífico Ocidental, situada a 3.400 quilómetros a sudeste da Coreia do Norte, tem o estatuto de território integrado nos Estados Unidos, onde vivem 163 mil habitantes e onde se encontram mais de seis militares norte-americanos, concentrados em bases navais e aéreas.

Na quarta-feira, o governador de Guam, Eddie Calvo, disse que as defesas da ilha estão “sempre preparadas” para qualquer contingência, “seja natural ou provocada pelo homem” sublinhando que no passado a população já enfrentou ameaças semelhantes.

Especialistas de defesa estimam que os mísseis de médio e longo alcance Hwasong-12, lançados pela Coreia do Norte, podem atingir Guam “em 14 ou 15 minutos”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na quinta-feira que se o líder norte-coreano, Kim Jong-Un, ordenar um ataque contra a ilha de Guam vai ter como resposta “aquilo que ainda ninguém viu na Coreia do Norte”.

Trump referiu-se a uma resposta com “fogo e fúria” por parte dos Estados Unidos contra a Coreia do Norte, sublinhando que a linguagem que está a utilizar não é “um desafio” mas sim declarações “sobre factos”.

Os anúncios de Pyongyang sobre as novas posições bélicas intensificaram-se depois de o regime da Coreia do Norte ter ameaçado com um ataque, como represália contra a “campanha” dos Estados Unidos para que a ONU aprove sanções económicas que preveem cortar um terço das exportações norte-coreanas.