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O diretor do FBI, James Comey, afirmou esta tarde perante o Congresso norte-americano, em Washigton, que agência está a investigar especificamente se existiram ou não ligações entre a administração de Donald Trump e a Rússia.

Esta foi a primeira vez que foi tornado público que o Departamento de Justiça norte-americano está a investigar as suspeitas. O diretor do FBI indicou igualmente que foi este departamento que autorizou a investigação para discutir se "houve alguma ação conjunta entre a campanha e os russos".

"A nossa prática não é confirmar a existência de investigações ainda em curso", começou por dizer. "Mas em circunstâncias de interesse público, avançamos com esta informação", justificou.

Comey explicou que isto significa "investigar a natureza dos laços entre indivíduos associados à campanha de Trump e o governo russo e se houve alguma coordenação entre a campanha e os esforços da Rússia".

Estas declarações de Comey vieram confirmar aquilo que nas últimas semanas alguns órgãos de comunicação noticiaram. Segundo algumas publicações, a polícia federal norte-americana investigava a hipótese de que a vitória de Donald Trump sobre a democrata Hillary Clinton em novembro, contou com a ajuda da Rússia.

No entanto, Conway não avançou com mais detalhes sobre o desenrolar do processo por se tratar de uma  investigação em curso.

"Por favor, tenham em mente aqueles que estão envolvidos com os detalhes completos das investigações. A nossa capacidade de partilhar os detalhes com o Congresso e o povo americano é limitada enquanto estas investigações ainda se encontrarem abertas; espero que isto que faça sentido. Precisamos de proteger a privacidade das pessoas. Precisamos de ter certeza de que não recebemos pistas de outras pessoas sobre aquilo que estamos a fazer."

O presidente do Comité de Inteligência da Câmara dos Representantes, o republicano Devin Nunes, que iniciou a sessão de interrogatório esta tarde, a primeira audiência pública sobre o tema, afirmou que "não existe nenhuma evidência - até a data - que algum membro da campanha eleitoral [de Donald Trump] conspirasse com agentes russos."

Já o democrata Adam Schiff detalhou uma lista de supostos vínculos e comunicações entre a equipa de Trump e a Rússia.

Este inquérito ao diretor do FBI surge poucos dias depois do Departamento de Justiça dos Estados Unidos ter entregue um dossier aos comités de inteligência da Câmara dos Representantes e do Senado com informação sobre a alegada espionagem do Presidente Donald Trump pelo antecessor Barack Obama.

Obama e a escutas a Trump

Sobre as acusações de Donald Trump, em que este alega que Barack Obama o tinha colocado sob escuta, Comey revela que o FBI escrutinou o caso, mas que não encontrou provas que suportassem as declarações do agora presidente dos Estados Unidos.

"O Departamento (de Justiça) não tem informações que apoiem esses tweets", explicou.

Também o representante da NSA (sigla em inglês de Agência de Segurança Nacional), o Almirante Rogers, reiterou que não tinha conhecimento de ninguém ligado à sua agência ter entrado em contacto com o serviço de inteligência britânico para trabalhar no sentido de espiar Donald Trump.

"Não testemunhei nada do lado da NSA que sugerisse atividade nesse sentido, nem que alguém tivesse participado em tal atividade", disse Rogers.

Mais tarde acabaria por revelar não ter conhecimento de que Trump estivesse sob escuta pelos serviços de inteligência norte-americanos a pedido de Barack Obama.

Desta forma, a agência contraria publicamente a versão da Casa Branca de que o Barack Obama tinha solicitado os serviços de espionagem britânicos (GCHQ) para acompanhar as atividades de Donald Trump.

Estas declarações não ficaram sem resposta por parte do presidente do Estados Unidos, que reagiu através do Twitter, escrevendo que James Clapper, o antigo diretor nacional dos serviços de inteligência e outros "afirmaram que não há provas de que o presidente dos EUA tenha conluiado com a Rússia. Esta história é uma NOTÍCIA FALSA e todos sabem disso".

Devin Nunes também revelou que não encontrou provas de que os telefones estivessem sob escuta. Porém, explicou que admite que possa ter existido outro tipo de vigilância perante a atual administração.

"Nós sabemos que não houve escutas. Mas ainda é possível que outras atividades de vigilância tivessem sido usadas.

No passado dia 4 de março, Trump acusou Obama de ter colocado sob escuta “as comunicações telefónicas da Trump Tower de Nova Iorque durante a campanha eleitoral, algo que o ex-presidente negou.

“Terrível! Acabo de saber que Obama tinha os meus telefones na Trump Tower sob escuta”, afirmou numa série de mensagens divulgadas na sua conta na rede social Twitter.

[Artigo atualizado às 17:19]