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“Quem olha para o mundo com olhos de ver, vê que vivemos tempos cada vez mais carregados de perigos e incertezas, de reais retrocessos históricos e civilizacionais”, afirmou Jerónimo de Sousa esta tarde, na escola Carolina Michaelis, no Porto, num comício evocativo do 96.º aniversário do PCP.

Para o secretário-geral, tem vindo a ampliar a “instabilidade e inquietação” com a nova administração dos Estados Unidos da América, liderada por Donald Trump, sendo que “as suas primeiras decisões e declarações apontam não apenas para uma acentuação de desigualdades e discriminações”, mas também para o “prosseguimento da política do domínio e intervencionismo externos, com o mesmo objetivo de contrariar o declínio da hegemonia mundial dos EUA, a coberto de novo discurso, com novas prioridades e ‘nuances’ táticas na sua política externa”.

“E se são justos os sentimentos de indignação contra as políticas de Trump e as suas medidas xenófobas e desumanas, não podemos deixar de chamar a atenção para as manobras de diversão política e ideológica emanadas de vários centros imperialistas que se caracterizam por uma profunda hipocrisia e manipulação”, advertiu, acrescentando que há na União Europeia (UE) países a levar a cabo “políticas gémeas das medidas agora adotadas nos EUA”.

O comunista considerou que “é uma perigosa ilusão pensar que os interesses nacionais se defendem no quadro do reforço da UE”, afirmando que “o reforço da UE e do euro não trará a solidariedade que nunca existiu”.

Para Jerónimo de Sousa, as “políticas de integração capitalista na UE e do euro” resultam em “estagnação e regressão económica, desemprego, retrocesso das condições de vida dos trabalhadores e do povo, dos seus rendimentos, dos direitos laborais e sociais, emigração, pobreza e marcadas desigualdades sociais”.

“Portugal tem sido arrastado para uma situação que cada vez mais compromete o seu futuro”, disse, “Portugal é hoje um país desindustrializado, dependente, periférico, empobrecido”.

O comunista disse ainda que o mundo de hoje “está mergulhado numa das suas mais profundas crises e que nada mais tem que oferecer aos povos se não o agravamento da exploração, o desemprego, a precariedade, o aumento das injustiças e desigualdades sociais”, bem como “a ingerência e a agressão à soberania nacional, o militarismo e a guerra”.