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2014

21 de novembro:

– José Sócrates é detido no aeroporto de Lisboa, quando chega de um voo proveniente de Paris.

- A Procuradoria-Geral da República (PGR) emite um comunicado em que confirma que José Sócrates e outras três pessoas foram detidos no âmbito de um inquérito dirigido pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) que investiga "suspeitas dos crimes de fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção".

- Detenção de Sócrates coincide com o primeiro dos dois dias das eleições diretas para a escolha do secretário-geral do PS, às quais António Costa se candidata sem oposição.

22 de novembro:

- PGR revela a identidade dos outros três detidos: o empresário Carlos Santos Silva, o advogado Gonçalo Trindade Ferreira e o motorista de José Sócrates, João Perna.

- O inquérito teve origem "numa comunicação bancária" feita ao DCIAP em cumprimento da lei de prevenção e repressão de branqueamento de capitais.

- José Sócrates acompanha as buscas feitas à sua residência, sendo depois presente ao juiz Carlos Alexandre, no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), para primeiro interrogatório judicial, que se prolongou pelo dia seguinte.

24 de novembro:

- Decretada prisão preventiva ao ex-primeiro ministro, ao seu motorista João Perna e ao empresário Carlos Santos Silva por suspeitas de crime económicos. Ao advogado Gonçalo Trindade Ferreira, o juiz determinou a proibição de contactos com os restantes arguidos, de se ausentar para o estrangeiro, com a obrigação de entregar o passaporte, e de se apresentar semanalmente no DCIAP.

25 de novembro:

- O Ministério Público (MP) anuncia a abertura de um inquérito a uma eventual violação de segredo de justiça.

- A multinacional farmacêutica Octapharma cessa o vínculo contratual com o consultor José Sócrates.

26 de novembro:

- O ex-presidente da República Mário Soares é o primeiro político a visitar Sócrates na prisão em Évora e considera que o ex-primeiro-ministro está a ser vítima de "um caso político" e de "uma campanha que é uma infâmia".

27 de novembro:

- Sócrates classifica de "absurdas, injustas e infundamentadas" as acusações que lhe são dirigidas no processo, afirmando que o caso "tem também contornos políticos".

28 de novembro:

- Primeiro pedido ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) de 'habeas corpus' para a libertação de Sócrates, entregue por um cidadão.

3 de dezembro:

- O STJ recebe o segundo pedido de ‘habeas corpus’ e rejeita o primeiro, alegando "manifesta falta de fundamento legal".

4 de dezembro:

- José Sócrates critica a “cobardia dos políticos”, a “cumplicidade de alguns jornalistas” e o “cinismo das faculdades e dos professores de Direito” numa carta publicada no Diário de Notícias.

- STJ rejeita segundo 'habeas corpus' do ex-primeiro-ministro.

11 de dezembro:

- O advogado de José Sócrates revela que entregou no dia 10 de dezembro, no TCIC, um pedido de libertação do ex-primeiro-ministro, alegando que o prazo de duração do inquérito foi ultrapassado.

16 de dezembro:

- STJ recusa apreciar o terceiro pedido para a libertação de Sócrates, considerando que o autor "não tinha interesse legítimo em agir".

- O advogado do motorista de José Sócrates entrega um requerimento a pedir a libertação de João Perna, alegando nulidades relacionadas com a prisão preventiva do seu cliente.

19 de dezembro:

- O advogado recorre da prisão preventiva de José Sócrates.

23 de dezembro:

- O ex-motorista de José Sócrates, João Perna, em prisão preventiva desde novembro, passa a prisão domiciliária.

2015

28 de janeiro:

- STJ rejeita outro pedido de libertação imediata de José Sócrates.

11 de fevereiro:

- O Movimento Revolução Branca constitui-se como assistente no processo.

21 de fevereiro:

- O administrador da farmacêutica Octapharma Paulo Lalanda e Castro é constituído arguido, depois de ter sido ouvido, “a seu pedido”, pelo procurador Rosário Teixeira.

23 de fevereiro:

- O ex-primeiro-ministro é ouvido pelo MP no inquérito relacionado com a violação do segredo de justiça.

- O advogado de José Sócrates diz ter havido "fugas de informação de quem controla o processo".

24 de fevereiro:

- Juiz decide manter José Sócrates e o empresário Carlos Santos Silva em prisão preventiva.

- O ex-motorista do antigo primeiro-ministro, João Perna, vê a medida de coação de prisão domiciliária ser alterada para liberdade provisória, mediante apresentação semanal à autoridade policial.

9 de março:

- Um grupo de cidadãos entrega um pedido de libertação imediata de José Sócrates.

10 de março:

– Dois pedidos de libertação imediata de Sócrates dão entrada no STJ, um dos quais da equipa de defesa de José Sócrates.

16 de março:

- STJ rejeita o pedido de libertação imediata de José Sócrates.

17 de março:

– O TRL rejeita o recurso das medidas de coação, mantendo o ex-primeiro ministro em prisão preventiva, por considerar que se verificam “fortes indícios dos crimes imputados e o perigo de perturbação da recolha e da aquisição da prova”.

18 de março:

- Pedido de libertação imediata de José Sócrates apresentado por um empresário de Guimarães é rejeitado pelo STJ.

- O TRL mantém em prisão preventiva o empresário Carlos Santos Silva.

10 de abril:

- A defesa de José Sócrates considera que o prazo de inquérito em que o ex-primeiro-ministro é arguido "se esgotou" e revela que apresentou ao juiz de instrução criminal um "novo pedido de libertação".

22 de abril:

- Joaquim Barroca, administrador do Grupo Lena, é detido para ser ouvido pelas autoridades, depois de buscas realizadas à sede do grupo e fica em prisão preventiva, a 24 de abril.

29 de abril

- Relação rejeita a reclamação da defesa de José Sócrates, que tinha apontado nulidades e omissões no acórdão do TRL que manteve o ex-primeiro-ministro em prisão preventiva.

22 de maio

– O ex-administrador do grupo Lena Carlos Santos Silva passa de prisão preventiva para domiciliária, com pulseira eletrónica.

8 de junho

- José Sócrates recusa a proposta do MP para ficar a aguardar o desenrolar do processo em prisão domiciliária, com vigilância eletrónica.

9 de junho

- O TCIC decide manter o ex-primeiro-ministro em prisão preventiva.

18 de junho

- O STJ rejeita pedido de libertação imediata do ex-primeiro-ministro.

30 de junho

- José Sócrates reivindica a condição de preso político e atribui a sua prisão a uma tentativa de impedir a vitória do PS nas legislativas.

14 de agosto

- O advogado de José Sócrates admite a possibilidade de levar caso ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, depois de o Tribunal Constitucional ter rejeitado um recurso.

20 de agosto

- O ex-primeiro-ministro reafirma que o processo contra si “tem como verdadeira motivação” impedir a vitória do PS nas legislativas.

4 de setembro

- Sócrates passa para prisão domiciliária depois de 288 dias detido em prisão preventiva.

5 de setembro

- O advogado do ex-primeiro-ministro esclarece que o seu cliente não tem "quaisquer restrições" para responder aos jornalistas.

8 de setembro

– A Comissão Nacional de Eleições remete para a Justiça a forma como Sócrates iria exercer o seu direito de voto nas legislativas de 04 de outubro.

24 de setembro

- O TRL decide que a defesa de José Sócrates não deve ter acesso a todos os autos da investigação.

25 de setembro

- O STJ rejeita a reclamação de Sócrates relacionada com a competência do Tribunal Central de Instrução Criminal para realizar o inquérito da 'Operação Marquês'.

28 de setembro

- João Araújo, advogado de Sócrates, acusa o procurador Rosário Teixeira de “recorrer a manobras dilatórias típicas de má-fé processual” para impedir o acesso da defesa do ex-primeiro-ministro aos autos de investigação.

4 de outubro

- José Sócrates vota às 13:25 numa mesa de voto instalada na Rua Alexandre Herculano, em Lisboa.

5 de outubro

- O MP suscita a nulidade do acórdão do TRL, que determinou que a defesa de José Sócrates tivesse acesso aos autos da investigação.

15 de outubro

- O TRL indefere o requerimento do MP que pedia a nulidade do acórdão que permitia à defesa de José Sócrates ter acesso aos autos da investigação.

- A defesa de Sócrates entrega um requerimento a solicitar a libertação imediata.

16 de outubro

- José Sócrates é libertado, ficando proibido de se ausentar de Portugal e de contactar outros arguidos.

- O empresário Carlos Santos Silva, amigo de longa data do ex-primeiro ministro, deixa de estar em prisão domiciliária.

23 de outubro

- A defesa de Sócrates pede a intervenção da PGR para que ponha fim à “campanha de denegrimento” do ex-primeiro-ministro na comunicação social que conta com a “aparente conivência cúmplice” do MP.

30 de outubro

- O Tribunal esclarece que a providência cautelar de Sócrates contra a Cofina “não proíbe a publicação de notícias”, mas "apenas" a divulgação de elementos do processo em segredo de justiça.

16 de novembro

- A defesa de Sócrates pede a extinção das medidas de coação aplicadas, por considerar que o prazo máximo do inquérito está extinto desde 19 de outubro.

20 de novembro

- Tribunal rejeita a ação especial instaurada por Fernanda Câncio para proibir que determinados órgãos de comunicação social noticiassem o seu relacionamento com o ex-primeiro-ministro.

14 de dezembro

- José Sócrates considera que a procuradora-geral da República é a principal responsável pelo comportamento do MP e que o caso serviu para prejudicar o PS nas eleições legislativas.

2016

19 de janeiro

- O Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) decide instaurar um inquérito para averiguar a eventual responsabilidade disciplinar do presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, António Ventinhas, na sequência de uma queixa apresentada por José Sócrates.

 3 de março

- O TRL revoga a providência cautelar que, desde 27 de outubro de 2015, impedia o jornal Correio da Manhã de publicar notícias sobre José Sócrates e a Operação Marquês.

30 de março

- O diretor do Departamento Central de Investigação e Ação Penal, Amadeu Guerra, fixa para 15 de setembro o prazo limite para a conclusão do inquérito da Operação Marquês.

- A defesa de José Sócrates considera "absolutamente ilegal e ridícula" a fixação do prazo para 15 de setembro.

12 de abril

- Retirada a medida de coação que impedia Sócrates de sair do país sem autorização judicial.

21 de abril

- A ex-mulher de José Sócrates, Sofia Fava, é constituída arguida por suspeita de fraude fiscal e branqueamento de capitais, ficando com Termo de Identidade e Residência.

26 de abril

- O TRL decide manter a caução de 300 mil euros aplicada ao antigo ministro Armando Vara.

9 de junho

- O MP decide levar a julgamento 13 jornalistas de três órgãos de comunicação social, incluindo diretores, por violação do segredo de justiça devido a notícias difundidas sobre a 'Operação Marquês'.

14 de julho

- O MP realiza buscas a sociedades do grupo PT, residências de antigos gestores da empresa e a um escritório de advogados, estando em investigação crimes de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais.

21 de julho

- O MP efetua buscas em duas instituições bancárias para recolher elementos de prova relativos a "serviços prestados pela Caixa BI e pelo antigo BESI (atual Haitong) a um cliente".

14 de setembro

- A defesa de José Sócrates apresenta um pedido de recusa do juiz Carlos Alexandre, do TCIC, no seguimento de uma entrevista concedida pelo magistrado à estação de televisão SIC.

- A Procuradoria-Geral da República informa que concedeu mais 180 dias (seis meses) para a "realização de todas as diligências de investigação consideradas imprescindíveis" na Operação Marquês, fixando o prazo em 17 de março.

16 de setembro

- O ex-primeiro-ministro acusa o juiz de instrução Carlos Alexandre de ter feito uma "insinuação torpe e covarde" a seu respeito, ao afirmar numa entrevista que não tinha dinheiro em contas de amigos.

17 de setembro

- O juiz Carlos Alexandre disse acreditar que o querem afastar do cargo que ocupa, incluindo arguidos dos casos que tem em mãos, numa entrevista ao Expresso.

27 de setembro

- O CSM recebe uma queixa de José Sócrates contra o juiz Carlos Alexandre.

11 de outubro

- O TRL rejeita o pedido de afastamento do juiz Carlos Alexandre apresentado pela defesa de Sócrates, por o considerar "infundado".

13 de outubro

- O CSM abre um inquérito ao juiz Carlos Alexandre, na sequência de uma queixa apresentada por José Sócrates a 27 de setembro.

18 de outubro

- O TRL rejeita um recurso de José Sócrates para que o juiz Carlos Alexandre e o procurador Rosário Teixeira fossem inquiridos como testemunhas.

12 de novembro

- O ex-ministro socialista Armando Vara deixa de estar proibido de contactar com os outros arguidos e de se ausentar do país.

14 de dezembro

- Paulo Lalanda e Castro apresenta a demissão de todas as funções que desempenha na empresa Octapharma.

22 de dezembro

- Joana Marques Vidal decide manter o prazo de 17 março para terminar a investigação.

– O advogado João Abrantes Serra é constituído arguido.

2017

14 de janeiro

- O empresário luso-angolano Hélder Bataglia apresenta-se voluntariamente no MP para um interrogatório complementar no âmbito do processo.

18 de janeiro

- O ex-presidente do BES Ricardo Salgado é interrogado pelo MP depois de ter sido constituído arguido por suspeitas de corrupção, abuso de confiança, tráfico de influência, branqueamento e fraude fiscal qualificada, ficando impedido de se ausentar para o estrangeiro sem autorização prévia e proibido de contactar com os outros arguidos da 'Operação Marquês'.

25 de janeiro

- O TRL rejeita um recurso de Carlos Santos Silva sobre a apreensão de várias contas bancárias.

3 de fevereiro

- Sócrates apresenta uma ação contra o Estado no Tribunal Administrativo de Lisboa por violação dos prazos máximos legais do inquérito.

8 de fevereiro

- Rui Horta e Costa renuncia ao cargo de administrador não-executivo dos CTT depois de ter sido constituído arguido por suspeitas de corrupção ativa, fraude fiscal, branqueamento e abuso de confiança.

22 de fevereiro

- O MP pede o afastamento do juiz desembargador Rui Rangel da apreciação de um recurso de José Sócrates, alegando desconfiança sobre a imparcialidade do magistrado.

23 de fevereiro

- O STJ confirma a pena disciplinar de 15 dias de multa aplicada ao juiz Rui Rangel pelo CSM, no âmbito de declarações públicas proferidas em 2015 sobre a 'Operação Marquês'.

24 de fevereiro

- Os antigos gestores da Portugal Telecom Henrique Granadeiro e Zeinal Bava são constituídos arguidos por suspeitas de fraude fiscal, corrupção passiva e branqueamento de capitais.

7 de março

- O administrador do Grupo Lena Joaquim Paulo da Conceição e a própria empresa, LENA SGPS, são constituídos arguidos.

13 de março

- José Sócrates é, pela terceira vez, interrogado no DCIAP e à entrada reafirma ser alvo de uma “campanha maldosa e difamatória” do MP.

15 de março

- A ex-mulher de Sócrates, Sofia Fava, e o administrador do empreendimento turístico de Vale de Lobo, Diogo Gaspar Ferreira, são ouvidos pelos procuradores do MP.

- Os procuradores solicitam à procuradora-geral da República pelo menos mais dois meses para concluir a investigação.

16 de março

- O ex-administrador executivo do Grupo Lena Joaquim Barroca é ouvido pelos procuradores do MP

17 de março

- A procuradora-geral da República anuncia a constituição de 28 arguidos no processo e decide prolongar o prazo de investigação.