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Segundo Carlos do Paulo, o Ministério Público pediu ao juiz de instrução para que o major da Força Aérea deixasse de estar em prisão preventiva e passasse para prisão domiciliária com pulseira eletrónica.

"Fiquei muito satisfeito com a alteração. É adequada e proporcional uma vez que o meu cliente está a colaborar para a descoberta da verdade material e não há perigo de fuga, nem perigo de perturbação do inquérito, nem continuação da atividade criminosa", disse à agência Lusa.

Rogério Martinho, único oficial superior arguido no processo, está em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional Militar em Tomar desde 3 de novembro de 2016, faltando agora o relatório da social da Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais para que passe a cumprir prisão domiciliária com pulseira eletrónica.

Seis militares da Força Aérea Portuguesa foram detidos em novembro de 2016 pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeita de corrupção passiva, falsificação de documentos e associação criminosa, tendo ficado, na ocasião, todos em prisão preventiva por o juiz considerar que se verificava o perigo de perturbação do inquérito e de continuação da atividade criminosa.

Entretanto, o capitão Luís Oliveira, também arguido no processo, passou de prisão preventiva para prisão domiciliária, enquanto os restantes cinco militares permanecem em prisão preventiva.

Em causa está um esquema de corrupção continuado no fornecimento de bens alimentares à Força Aérea que, segundo a PJ, consistia na faturação de géneros alimentícios fornecidos à Força Aérea por um valor muito superior ao dos bens efetivamente entregues, sendo a diferença posteriormente distribuída, entre as empresas fornecedoras e os militares envolvidos.

O esquema fraudulento, ainda de acordo com a PJ, terá lesado o Estado em cerca de 10 milhões de euros.

A investigação envolveu 180 buscas em simultâneo em 12 bases militares, em 15 empresas e em diversos domicílios, tendo sido apreendidas elevadas quantias em dinheiro, que os investigadores presumem ser o produto da prática dos crimes.

A 'Operação Zeus' foi desencadeada após ano e meio de uma complexa investigação e nela participaram cerca de 330 investigadores e peritos da PJ, acompanhados por cerca de 40 elementos da Polícia Judiciária Militar, bem como de 27 magistrados do MP.