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Em declarações à agência Lusa, a vice-postuladora da causa de canonização da Irmã Lúcia, Ângela Coelho, disse que tudo leva a crer que o processo não será tão moroso como o dos outros dois pastorinhos, aberto em 1981, após a mudança da disciplina eclesiástica que passou a permitir que as crianças pudessem ser canonizadas.

O processo, porém, deverá ser longo "pelo rigor, seriedade e profundidade" que são exigidos, bem como pela quantidade de documentos associados ao mesmo, explicou Ângela Coelho.

O processo de beatificação começou em 2008, com Bento XVI a permitir dispensa do tempo de cinco anos após a morte para início do processo, que só havia sido concedida em dois outros casos: Teresa de Calcutá e João Paulo II.

Em 2009, porém, Albino Cleto, então bispo de Coimbra, reconhecia que o pedido de beatificação ainda não tinha sido formalizado.

Ainda nesse ano, acreditava-se que em 2010 a fase diocesana estaria completa, mas só agora, em 2017, é que o processo foi enviado para Roma.

Ao todo, são 15 mil páginas, entre escritos de Lúcia (cartas a bispos e a papas e o diário) e depoimentos de mais de 60 testemunhas ouvidas acerca da "sua fama de santidade e das virtudes heroicas".

Dessas 15 mil páginas, Ângela Coelho destaca as passagens da "vidente" no seu diário que permitem perceber a forma como Lúcia foi compreendendo "as aparições", bem como cartas "excecionais da primeira época, em que tratava das questões relativas à mensagem de Fátima".

A primeira grande dificuldade "será sintetizar a documentação que agora chegou a Roma" e transformá-la num volume único de 500 a mil páginas, notou Ângela Coelho.

O processo de beatificação e canonização pode "demorar anos, mas depende muito do ritmo que for sendo dado à causa e dos recursos empregues", sublinhou, recordando que as causas "vivem da oferta dos fiéis".

Assim que for feito o resumo e tiver parecer positivo dos teólogos, Lúcia será dada como "venerável", sendo depois necessária a confirmação de um "milagre" para ser beata.

Associados ao processo, de entre largas "centenas de graças" recebidas, estão cinco "casos" que ocorreram depois da morte (o milagre para a beatificação só poderá ter ocorrido depois da morte da pessoa que se pretende ser beatificada).

Entre as graças, há um "politraumatizado em Itália, uma pessoa com patologia cerebral em Portugal e uma criança com uma patologia infecciosa grave na Argentina", afirmou à Lusa Ângela Coelho. Um desses casos poderá ser dado como milagre por parte da Igreja Católica e permitir a Lúcia ser declarada beata.

Posteriormente, para ser canonizada, é necessário surgir um outro milagre, considerado como tal pela Igreja Católica.

"Pode demorar muitos ou poucos anos. É algo variável e imprevisível", frisou Ângela Coelho.

O papa Francisco visita Fátima de 12 a 13 de maio, no âmbito das comemorações do centenário das “aparições”.