“Não avancem, não tem nenhuma legitimidade, regressem à lei e à democracia”, afirmou Rajoy, que insistiu que não vai renunciar a nenhum dos instrumentos do Estado de direito para evitar que a “falta de razão de alguns afete os restantes cidadãos”.

Mariano Rajoy criticou ainda que aproveitam a “ordem independentista” para gerar “instabilidade nas ruas e debilitar as instituições”.

“Aviso que terão que responder perante os espanhóis pela sua deslealdade num momento tão decisivo da vida política”, salientou.

Depois da detenção de 14 supostos organizadores do referendo, incluindo uma dúzia de cargos da Generalitat, Rajoy defendeu uma “resposta integral do Estado de direito”.

“O que está em jogo não é uma demanda política, o próprio fundamento da democracia está em questão, o Estado de direito atuou e continuará a agir”, disse Rajoy, que garantiu uma resposta “firme e rigorosa” em qualquer ilegalidade ou violação da lei.

O ex-presidente do governo José María Aznar disse que os independentistas quebraram um pacto constitucional na Espanha e que o caso só pode ser tratado com “um golpe” a nível politico, económico e fiscal.

Aznar referiu-se ao processo de soberania na Catalunha, em entrevista ao canal de televisão colombiano NTN24, e, questionado sobre que decisões o governo do PP deve tomar, defendeu que “todas as necessárias”.

“Defendo a aplicação da lei e da Constituição. Existe um projeto que é a Espanha, que uniu os espanhóis há muitos séculos”, concluiu.