Numa época em que não há um óbvio destaque individual no clube da Luz, o SAPO 24 olhou para os números e foi à procura das principais figuras do tetra hoje conquistado pelo Benfica.

Pizzi, o motor

Num Benfica em que não existem destaques individuais óbvios, o nome que, ainda assim, surge na boa de todos os especialistas, é Pizzi. O médio de 27 anos nascido em Bragança foi uma autêntica extensão de Rui Vitória em campo, jogou em todos os 33 jogos do campeonato e apontou 10 golos, aos quais juntou 8 assistências. Um dos momentos da época foi, inclusivamente, o seu golo apontado em Santa Maria da Feira, frente ao Feirense, num jogo difícil para o Benfica e que acabou por ser decidido pelo tento solitário de Luís Miguel Afonso Fernandes, o motor das águias na época do tetra.

Nélson Semedo, o arrasador

A época do jovem lateral-direito encarnado foi isso mesmo: arrasador. O fulgor que Semedo deu ao corredor destro da equipa de Rui Vitória foi decisivo e tornou-o dono e senhor do da ala direita do clube, tendo apontado 1 golo e assistido por 6 vezes os seus companheiros. Aos 23 anos, a sua saída no verão parece ser uma certeza.

Mitroglou, o abono

Melhor marcador do Benfica no campeonato, o ponta-de-lança grego foi muitas vezes o abono dos comandados de Rui Vitória nas partidas da liga. Com 15 golos em 27 jogos (aos quais juntou ainda 1 assistência), Mitroglou foi também decisivo em partidas como a da 28.ª jornada, em que o seu golo derrotou o Moreirense, ou o da 22.ª jornada, quando a 10 minutos do fim deu a vitória ao Benfica no sempre difícil campo do Sporting de Braga. Com Jonas de fora durante grande parte e Jiménez a aparecer mais apenas no final da época, o grego é um dos obreiros do tetra benfiquista. 

Luisão, o líder

Numa equipa que perdeu duas das suas principais peças da época anterior (Renato Sanches e Gaitán), o capitão foi decisivo para unir as “tropas” e dar o corpo ao manifesto num Benfica com menos “nota artística” e mais pragmático. Há 14 épocas na Luz, o internacional brasileiro de 36 anos foi o líder da defesa encarnada, compensando muitas vezes um Lindelof uns furos abaixo da época passada e garantindo o seu 6.º campeonato nacional de águia ao peito.

Jonas, o mago

Ausente durante uma parte significativa da época, Jonas não podia, contudo, ficar de fora das principais figuras do histórico tetra do clube da Luz. Apenas 19 jogos no campeonato, é certo, que ainda assim valeram 13 golos e 4 assistências ao brasileiro, ídolo da “torcida” benfiquista e personagem principal de grande parte dos momentos de magia de um Benfica que nem sempre encantou.