Os resultados da última jornada do campeonato, a 28ª, ditaram a possibilidade de conquista do título antecipada para o Benfica. O deslize do FC Porto diante do Marítimo e a vitória das águias em Vila do Conde não deram margem para dúvidas: 5 pontos pontos de diferença entre o primeiro e segundo classificado, 'matchpoint' para os encarnados na jornada seguinte.

Por via do destino, ou seja, do calendário previamente estipulado no início da época pela Liga Portuguesa, o Benfica jogará aquela que poderá ser a partida decisiva do campeonato em casa, embalado pelo ‘inferno’ da Luz. Se tal como no primeiro parágrafo traduzirmos a gíria futebolística para linguagem de ténis, podemos dizer que o Benfica joga em casa os 3 pontos decisivos e que tem direito ao ‘serviço’ para fechar o jogo.

Parece tudo a favor do título histórico que foge ao Benfica desde a sua fundação — os encarnados estiveram por 5 ocasiões, se incluirmos os títulos do campeonato experimental, perto do tetra. Mas desengane-se quem acha que a partida frente aos vimaranenses são favas contadas. Do outro lado está um dos melhores Vitória de Guimarães do século.

Com a possibilidade de em dois jogos conquistar 6 pontos e conseguir superar os recorde 62 pontos pontos na liga — o máximo de pontos da história do clube da Cidade Berço no campeonato —, com o 4.º lugar e o acesso à Liga Europa assegurado, o Vitória será uma equipa que irá para jogo com a possibilidade de fazer história, sem nada a perder.

Ao contrário do que muito se diz, nada a perder não é sinónimo de descontração ou facilidades. Por outro lado, é sim uma oportunidade de "liberdade extra" aos comandados de Pedro Martins.

Ainda assim, os números sorriem ao campeão nacional e anunciam o título antecipado: em 71 jogos disputados no Estádio da Luz para a I Liga entre Benfica e Vitória de Guimarães, os vimaranenses só conseguiram pontuar por 11 ocasiões (3 vitórias e 8 empates). Os outros 60 encontros foram todos ganhos pelos encarnados.

Mas este será um jogo de números escondidos, pelo menos do lado dos encarnados. Enquanto a equipa do norte exibe recordes de números, sequências de pontos e Marega como goleador do conjunto do Minho, o Benfica apresenta-se diante dos adeptos com números individuais "tímidos". Ninguém sobressai como em outros anos, mas nem por isso cada um deles é menos temível. Jonas é o exemplo máximo disso. Com 11 golos marcados no campeonato (contrastando com os 32 da temporada transata), o brasileiro será, ainda assim, uma ameaça constante à baliza de Douglas.

Assim, para o primeiro ‘matchpoint’ do campeonato, Rui Vitória conta com um plantel quase na máxima força, sendo Jardel a única exceção. Do outro lado, Pedro Martins só não poderá contar com Cellis, médio-defensivo emprestado pelos encarnados.

Nada que deva interferir no plano de cada uma das equipas, o que leva o SAPO 24 a arriscar nos seguintes ‘onzes’:

Benfica:

Vitória de Guimarães: