Reparámos que tem um Ad Blocker ativo.

A informação tem valor. Considere apoiar este projeto desligando o seu Ad Blocker.

Pode também apoiar-nos subscrevendo a nossa ou seguindo-nos nas redes sociais Facebook, Instagram e Twitter.

Reparámos que tem um Ad Blocker ativo.

A informação tem valor. Considere apoiar este projeto desligando o seu Ad Blocker.

Pode também apoiar-nos subscrevendo a nossa ou seguindo-nos nas redes sociais Facebook, Instagram e Twitter.

Na comissão parlamentar de Trabalho e Segurança Social, onde está a ser ouvido, o ministro das Finanças destacou “duas boas notícias” sobre o país conhecidas hoje, sobre os números do emprego divulgados pelo Eurostat e a emissão de Bilhetes do Tesouro desta manhã.

“O emprego em Portugal no final de 2016 cresceu mais do que o dobro do que a zona euro. E hoje mesmo acabámos de colocar dívida as taxas juro ainda mais negativas do que a taxa que já era negativa das últimas colocações”, sublinhou Mário Centeno.

O crescimento da taxa de emprego acelerou em 2016, para os 1,3% na zona euro e os 1,2% na União Europeia (UE), acima dos 1,0% e 1,1%, respetivamente, verificados no ano anterior, segundo o Eurostat. Os dados para o quarto trimestre do ano passado mostram ainda que a subida do número de pessoas empregadas subiu, face ao período homólogo de 2015, 1,1% na zona euro e 1,0% na UE.

Em Portugal, o indicador aumentou 2,4% em termos homólogos e 0,4% na comparação trimestral.

Já quanto à emissão de dívida, Portugal colocou hoje 1.250 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro a seis e a 12 meses, a taxas de juro de -0,112% e de -0,158%, respetivamente: negativas e inferiores às dos anteriores leilões comparáveis.

Na comissão de Trabalho, onde está a ser ouvido sobre o regresso às 35 horas de trabalho na Função Pública, Mário Centeno afirmou: “Quando se olha para os últimos anos e a situação em que se encontrava a Administração Pública e, no geral, o mercado de trabalho, temos de dar mais valor aos números do Eurostat”.

“Já sabemos desta semana que a banca não era discutida no Conselho de Ministros, não tenho a certeza depois do que estivemos aqui a debater se a decisão das 40 horas [de trabalho] foi. Porque a decisão das 40 horas foi altamente prejudicial do ponto de vista do funcionamento da Administração Pública”, disse o governante.

“Das duas uma: Ou, de facto, a matemática não nos diz nada ou a gestão é uma ciência tão desconhecida do Conselho de Ministro do anterior governo como a ciência financeira”, criticou.

Mário Centeno referia-se a uma entrevista do jornal Público à líder do CDS-PP, na qual Assunção Cristas disse que o Conselho de Ministros do anterior governo nunca discutiu “com profundidade” o caso do BES.

Durante o debate de hoje sobre as 35 horas, o PSD considerou que o Governo não conseguiu explicar “algumas incongruências” encontradas no relatório sobre o impacto do regresso a esse horário semanal e o CDS-PP questionou se o regresso prejudica a produtividade e, consequentemente, o desempenho económico.

Por sua vez, PS, Bloco de Esquerda e PCP destacaram que o regresso às 35 horas de trabalho semanal serviu para “repor direitos” dos trabalhadores e pôr fim ao trabalho de 20 horas gratuitas por mês dos funcionários públicos ao Estado.