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Representantes da Associação Industrial do Distrito de Aveiro (AIDA) e da Associação Nacional das Empresas da Metalúrgicas e Eletromecânica (ANEME), promotoras da plataforma, e da Câmara de Comércio e Indústria de Timor-Leste (CCI-TL) assinaram hoje o protocolo que permite o arranque do registo de empresas timorenses.

O protocolo foi assinado depois de um encontro subordinado ao tema "Internacionalizar em português" que pretende, no caso de Timor-Leste, levar empresas do ainda reduzido espaço económico ao mercado mais amplo da lusofonia.

O projeto SIGAME enquadra-se no Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (COMPETE 2020), que pretende "potenciar, dinamizar e incrementar a presença económica em especial nos mercados da CPLP".

Tem como objetivos criar "mais e melhores condições para o acesso a novos mercados, promover a oferta nacional, a internacionalização das empresas, dinamizando o conhecimento de realidades industriais e empresariais de países da CPLP, criando processos colaborativos a nível empresarial e institucional, e utilizando as tecnologias de informação e comunicação".

Manuel Gonçalves de Jesus, embaixador de Portugal em Díli, destacou a importância do encontro de hoje e da integração na plataforma que pretende fomentar a "interligação dos diferentes operadores da CPLP", incluindo associações empresariais, instituições públicas e privadas e empresas.

O foco, sublinhou, é a inserção das empresas "no mercado mais alargado que é o espaço lusófono", fomentando as novas tecnologias e a maior cooperação empresarial.

Elisabete Rita, vice-presidente executiva da AIDA, explicou que o SIGAME é um "instrumento de trabalho que apoia empresas, instituições e entidades a melhor cooperar entre si" e que foi criado com o apoio de fundos comunitários europeus.

Na prática representa a criação de redes a nível da CPLP "para fazer negócios e partilhar oportunidades de cooperação empresarial" que com o protocolo de hoje amplia formalmente o espaço a Timor-Leste.

A plataforma oferece um conjunto de valências iguais a todas as empresas que se registem, depois de verificadas pela associação empresarial do país em causa, neste caso a Câmara de Comércio e Indústria de Timor-Leste (CCI-TL).

João Reis, vice-presidente executivo da ANEME recordou que apesar das empresas, associações e instituições terem os seus papéis bem definidos, todos podem e devem trabalhar em conjunto.

Assim, disse, as empresas podem fazer mais e melhores negócios, consolidando o desenvolvimento económico que é crucial para qualquer país.

Reis recordou ainda a importância das colaborações entre empresas, mesmo a nível transnacional, para permitir acesso a concursos públicos nacionais de grande envergadura ou paralelamente, com consórcios e parcerias, a projetos de financiamento multilateral.

ASP // DM

Lusa/Fim