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O drama foi denunciado pela diretora do Hospital Municipal dos Luchazes, Anabela Alves, citada hoje pela agência noticiosa angolana, Angop, que lamenta a situação e atribui o facto a questões culturais.

Segundo a responsável, os homens justificam que as suas mulheres não podem ser vistas nuas por outros homens, ainda que seja para consultas hospitalares.

Anabela Alves disse que a situação tem originado que as grávidas faltem às consultas pré-natais e façam os partos em casa.

"Não acorrem aos serviços sanitários, porque a maioria dos nossos técnicos de saúde reprodutiva são homens e a situação é preocupante, uma vez que pode precipitar mortes maternas durante os partos caseiros", referiu aquela responsável,

Face a esta situação, o trabalho das duas únicas enfermeiras que asseguram os serviços de maternidade tornou-se "um caos", segundo aquela responsável, salientando que o número é insuficiente para atender à demanda.

De acordo com Anabela Alves, os sobas (autoridades tradicionais) já foram contactados para ajudar a sensibilizar a população sobre a importância das consultas pré-natais e a realização de partos nos hospitais.

Luchazes é um município cerca de 347 quilómetros a sudoeste do Luena, capital da província do Moxico, no leste de Angola, e possui 14.451 habitantes, na sua maioria camponeses.

NME // ANP

Lusa/Fim