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O dispositivo criado pelos investigadores do Porto dispõe de um conjunto de sensores, uma memória e um processador que comunicam sem fios com os 'smartphones' e permite, dessa forma, registar as principais ocorrências durante o treino.

A informação registada é de "grande utilidade para avaliar a progressão de cada atleta", sendo um contributo igualmente "importante" para o treino coletivo, ajudando a equipa técnica a coordenar de forma mais eficiente as competências dos seus atletas e a potenciar ações de grupo, explicou à Lusa o engenheiro da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), Nuno Viriato, um dos responsáveis pelo projeto.

Este projeto, que teve início há cerca de cinco anos com uma digressão pelos principais clubes profissionais portugueses e espanhóis, junto dos quais se procurou recolher a informação necessária sobre os equipamentos existentes, tem como objetivo principal desenvolver sistemas de monitorização do treino desportivo.

A recolha dos dados para a criação do dispositivo foi realizada no Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial (INEGI), servindo estes para criar um base com informações acerca das opções dos atletas sobre o material desportivo e a influência destes no seu desempenho.

Numa segunda fase, foi construído um protótipo que pode ser inserido no cabo de um ‘stick’ para registar, em contínuo, os movimentos do hoquista, tendo sido testado e apresentado pela empresa Azemad durante o último Campeonato da Europa, em Oliveira de Azeméis, referiu o investigador da FEUP Mário Vaz, outro dos fundadores do projeto.

Dotando os treinadores e os atletas de ferramentas "que facilitam a aprendizagem e potenciam as características dos hoquistas, a engenharia nacional dá visibilidade à modalidade desportiva em que Portugal mais se tem distinguido a nível mundial, o hóquei em patins", indicou.

"A estagnação" em que esta modalidade se encontrava, "devido à ausência de estudos científicos", despertou o interesse dos investigadores do Laboratório de Óptica e Mecânica Experimental do INEGI, que decidiram "aplicar as metodologias próprias do projeto mecânico ao estudo dos vários equipamentos da modalidade", como os ‘sticks’, os patins, a bola, o capacete de guarda-redes, entre outros, acrescentou Nuno Viriato.

Segundo o responsável, que prevê a comercialização do produto em meados deste ano, existem no mercado sensores semelhantes aplicados a outras modalidades, como o ténis, o golfe e o hóquei no gelo, no entanto, "a especificidade do hóquei em patins obriga a que um dispositivo deste tipo seja projetado de raiz".

Este projeto contou com a colaboração de empresas que construíram os sistemas de avaliação dos ‘sticks’ e desenvolveram, distribuíram e comercializaram o software e o hardware, bem como de clubes e instituições espanholas.