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O estudo "Google Consumer Barometer - The Internet in Numbers 2012 - 2016", realizado pela empresa de estudos de mercado Kantar TNS para a Google será revelado esta segunda-feira, no âmbito do Mobile World Congress, o principal evento europeu sobre tecnologias móveis que decorre de hoje até 2 de Março próximo em Barcelona.

O trabalho baseia-se nos dados recolhidos no site Consumer Barometer, onde é possível cruzar informação de mais de 50 países a partir de dezenas de variáveis, obtidas por questionários online e entrevistas pessoais desde 2012.

Apesar do interesse nos hábitos de consumo da Internet, o trabalho mostra igualmente como a mobilidade se tornou essencial e revela as "monumentais mudanças nos hábitos de media" trazidas pela sua disponibilidade online.

Desde 2012, quando já existiam 72% de consumidores de Internet nos primeiros 40 países analisados (e onde já se incluía Portugal), cresceu para 80%, sendo um dos principais desenvolvimentos o uso dos smartphones - eram 30% nesse ano e passaram para 70% quatro anos depois, numa análise que agora inclui 57 nações em cinco continentes, com predominância para a Europa.

Apesar de vivermos num mundo multi-ecrã, o smartphone é o principal dispositivo utilizado no acesso online. Dos 30% de proprietários de um destes aparelhos em 2012, passou-se para os actuais 70%, e isso ocorreu em todas as faixas etárias e também em todos os mercados analisados, embora com algum desfasamento nos países em desenvolvimento. Mas estes países estão a passar por um outro processo, em que os smartphones estão a ultrapassar os computadores. O estudo dá o exemplo do Vietname, onde 44% dos inquiridos usa este dispositivo mas os smartphones chegam aos 72%.

Noutros países, como a Suíça, apesar de 84% terem um computador desktop, portátil ou netbook, ainda assim 77% é utilizador de smartphone. "Os dias de pensar que o smartphone é um dispositivo secundário terminaram", diz o estudo, quando cerca de um terço dos utilizadores confirma já o usar mais vezes do que ao computador ou ao tablet para aceder à Internet, e dois terços afirma ter um uso equiparável. Há cinco anos, 80% apontavam o computador ou o tablet como principal meio de acesso.

Há cinco anos, nos mercados então analisados, 43% usava um destes equipamentos, 26% tinha dois e apenas 6% os três. Actualmente, uma em cada quatro pessoas usa os três dispositivos. Mas para que serve o smartphone? 51% dos acessos online é para aceder a motores de busca e 40% vê vídeos semanalmente - principalmente os jovens, responsáveis igualmente pelo enorme acesso a redes sociais: dos 76% registados nos menores de 25 anos, vai decrescendo até aos 20% nos utilizadores acima dos 55 anos.

Os smartphones tornaram-se igualmente uma ferramenta para saber as horas, tirar fotografias ou ouvir música, para aceder a notícias, meteorologia ou jogos. Há ainda quem os use para ler mapas rodoviários, fazer compras ou como agenda, embora apenas 12% os use para ler livros ou revistas e 7% para registar actividades clínicas ou de dieta.

Nem todos os números são entusiasmantes. Por exemplo, seis em cada 10 utilizadores usam a Internet várias vezes ao dia, quando eram quatro numa dezena em 2012. "Sem surpresa", são os mais jovens, abaixo dos 25 anos, quem mais a usa (94%, em média). Mas o maior potencial de crescimento para o uso da Internet não vem da faixa etária mas dos rendimentos. Assim, em países como a Áustria, Bélgica ou Itália, duas em três pessoas combaixos rendimentos já acede à Internet.

E o que aconteceu em Portugal, nos últimos quatro anos?

O Consumer Barometer revela o panorama dos utilizadores portugueses, de forma isolada ou comparando-os com os de outros países, numa metodologia que inclui várias centenas de respostas e assim permite uma visão do que se passou em Portugal nestes últimos anos.

Por exemplo, numa comparação com Espanha, os portugueses acedem menos à Internet numa base diária mas mais em termos semanais.

Em termos de conhecedores do ambiente digital, numa outra equiparação, mas com os Estados Unidos, os utilizadores portugueses não ficam atrás:

E quais são os dispositivos mais usados em Portugal?

Também só para os utilizadores nacionais, é curioso verificar como os jovens abaixo dos 25 anos usam mais do que um dispositivo, comparados com a faixa etária dos 45-54 anos:

Relativamente ao início de uso de um smartphone, vê-se que Portugal não está muito afastado de um país como a Alemanha.

No que se refere ao uso diário feito com os smartphones, há diferenças entre os utilizadores portugueses e, por exemplo, os do Reino Unido, com as aplicações mais usadas:

Nos tablets, os portugueses também se destacam dos utilizadores sul-coreanos, por exemplo nalgumas actividades.

O mesmo padrão de actividades ocorre com os computadores, em que a única alteração (e pouco significativa) entre utilizadores nacionais e da Coreia do Sul é a sua utilização para os jogos.

Por fim, será que existem diferenças significativas entre o uso que homens e mulheres em Portugal fazem no uso tanto do computador como do smartphone? Segundo o estudo, isso não acontece.

O Consumer Barometer promete apresentar dados novos ainda este ano e alargar o número de países analisados.