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A escritora tentava chegar à Região, desde sábado, mas os ventos fortes impediram sempre a aterragem do avião em que seguia, acabando por regressar a Lisboa, onde fez escala, antes de partir.

Fonte da organização adiantou ainda à Lusa que a abertura do Festival foi adiada para quarta-feira, com a mesma programação.

O festival abre assim na quarta-feira com os angolanos Pepetela, Prémio Camões em 1997, e Ondjaki, Prémio José Saramago e Prémio Jabuti Juvenil, que, com o jornalista Fernando Alves, conversam a partir de uma citação do autor de “Yaka”: “Queremos transformar o mundo e somos incapazes de nos transformar a nós próprios”.

Os dois escritores voltam a encontrar-se na quinta-feira, desta vez com o jornalista João Céu e Silva, para discutirem a partir da ‘máxima’ do seiscentista inglês John Milton, o autor de “Paraíso Perdido”: “A solidão é por vezes a melhor sociedade”.

Na quinta-feira destacam-se ainda os dois encontros de Valter Hugo Mãe, Prémio José Saramago e Grande Prémio Portugal Telecom 2012, com Marcelino Freire, Prémio Jabuti e Prémio Machado de Assis, do Brasil.

Os poetas Pedro Mexia e Daniel Jonas, Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes, da Associação Portuguesa de Escritores, conversam na sexta-feira, dia 17, a partir da ideia de que “ser deixado sozinho é a coisa mais preciosa que se pode pedir do mundo moderno”, uma frase do britânico Anthony Burgess, autor de “Laranja mecânica” e “1985”.

O encerramento do festival, no dia 18, conta com o escritor norte-americano Adam Johnson, numa conversa com o jornalista e escritor português Miguel Sousa Tavares, moderada pelo jornalista Paulo Moura. Adam Johnson venceu o Prémio Pulitzer de Ficção, em 2013, pelo romance “Vida Roubada” (“The Orphan Master’s Son”).

Antes, no último dia de encontros, há mais duas sessões com escritores.

A primeira reúne Frederico Lourenço, Prémio Pessoa 2016, ao sociólogo Viriato Soromenho-Marques, numa conversa a partir de um versículo das epístolas de São Paulo aos Coríntios, “tudo me é permitido, mas não me deixarei ser controlado por nada”.

A segunda junta a escritora irlandesa Eimear McBride, prémio Goldsmith 2016, autora de “Uma rapariga é uma coisa inacabada”, a Tatiana Salem Levy, nascida em Lisboa, que escreveu “A Chave de Casa” e o “Paraíso”, para conversarem a partir da certeza do escritor de origem argentina Julio Cortázar de que “a linguagem é uma das prisões mais terríveis e está sempre à nossa espera”.

Organizado pela Eventos Culturais do Atlântico, o Festival Literário da Madeira é este ano dedicado ao tema “Literatura e a Web – entre o medo e a liberdade”, tendo como palco o Teatro Municipal Baltazar Dias, no Funchal.