"Esta iluminação especial, esta energia típica de Caravaggio, sem correções, com a mão segura, e as matérias pictóricas, fazem com que este quadro seja autêntico", declarou o especialista Eric Turquin, admitindo, no entanto, que ainda haverá controvérsia nas várias análises. Nicola Spinoza, ex-diretor do museu de Nápoles e um dos grandes especialistas mundiais em Caravaggio, concorda com Turquin. "É preciso ver nesta tela um verdadeiro original do mestre lombardo, identificável quase com certeza, apesar de não termos prova tangível e irrefutável", assinala Spinoza.

A pintura foi descoberta no sótão de uma casa no sudoeste de França e proibida de sair do país pelas autoridades, enquanto se aguardava a sua análise. Um decreto da ministra da Cultura, publicado a 31 de março, "rejeita o certificado de exportação pedido para uma pintura possivelmente atribuída a Michelangelo Merisi, conhecido como Caravaggio". Trata-se da obra "Judite e Holofernes", uma pintura a óleo sobre tela, "recentemente redescoberta e de grande valor artístico, que poderia ser identificada como uma composição perdida de Caravaggio", indica a ordem ministerial. A existência da obra era conhecida por uma cópia atribuída a Louis Finson, pintor flamengo contemporâneo de Caravaggio. A pintura mostra Judite, grande heroína bíblica, viúva da cidade de Betúlia, que na sua tenda decapita Holofernes, o general de Nabucodonosor, que sitiava a cidade.

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