"Apesar dos fracassos dos serviços de inteligência e de outros erros que já reconheceu, o presidente W. Bush continua a considerar que o mundo está melhor sem Saddam Hussein no poder", declarou o porta-voz do ex-presidente, que foi responsável pela invasão do Iraque. "Sente um enorme reconhecimento pela ação e pelo sacrifício das forças americanas e da coligação durante a guerra contra o terror", disse o porta-voz Freddy Ford, acrescentando que W. Bush ainda não tinha lido o relatório Chilcot, divulgado em Londres.

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O documento Chilcot faz um balanço demolidor da política do então primeiro-ministro britânico Tony Blair em 2003. O relatório diz que a invasão do Iraque foi prematura e mal preparada e sustenta que Blair prometeu ao presidente americano que iria segui-lo "acontecesse o que acontecesse".

O ex-primeiro-ministro apresentou um pedido de desculpas pelos erros apontados no documento, mas também defendeu a decisão de partir para a guerra no Iraque. Para Tony Blair, a invasão fez do mundo um lugar "mais seguro".

O governo Barack Obama evitou comentar a divulgação do relatório britânico. O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, limitou-se a lembrar que a oposição de Obama à guerra no Iraque é "bem conhecida". Obama teve "de gerir as consequências dessa catastrófica decisão durante toda a sua presidência. Outros presidentes deverão fazer o mesmo. É importante que os Estados Unidos aprendam lições com os erros passados", concluiu.

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