Segundo o comissário geral, Philippe Lazzarini, a Agência das Nações Unidas para Ajuda aos Refugiados da Palestina (UNRWA, na sigla em inglês) enfrenta uma “insuficiência orçamental crónica (…) que ameaça seriamente a capacidade de manter os seus serviços”.

“O valor que a UNRWA está a pedir para 2022 vai contribuir diretamente para o bem-estar dos refugiados palestinianos, para os esforços de combate e contenção da covid-19 e para a estabilidade regional”, explicou, em comunicado divulgado hoje, à margem de uma conferência de imprensa.

A UNRWA já tinha alertado, no final de 2021, que as suas dificuldades poderiam ameaçar a continuidade dos programas que desenvolve em três principais atividades — educação, saúde e proteção social.

Os problemas da agência começaram quando o seu principal financiador, os Estados Unidos, retirou o seu contributo por decisão do então Presidente, Donald Trump.

A nova administração de Joe Biden garantiu, no ano passado, que iria restaurar a ajuda aos palestinianos através do financiamento da UNRWA.

A organização da ONU administra cerca de 700 escolas para 550.000 crianças, além de estabelecimentos de saúde para refugiados palestinianos.

No total, a agência da ONU presta ajuda a mais de cinco milhões de refugiados palestinianos, quer nos territórios palestinianos, quer na Jordânia e no Líbano.

A agência foi lançada em 1949, um ano após a criação de Israel, para ajudar os mais de 750 mil palestinianos que fugiram ou foram expulsos durante a guerra de 1948, assim como os seus descendentes.

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