Segundo a responsável do centro, Dulce Cufa, as 164 mortes registadas em 2018 representam, contudo, uma diminuição em 28 óbitos, comparativamente a 2017.

Dulce Cufa, citada pela agência noticiosa angolana Angop, avançou que no ano passado foram diagnosticadas com a doença e tratadas 1.022 crianças, maioritariamente de famílias com menos condições sociais.

O desmame precoce, a carência alimentar e patologias prolongadas são os principais fatores no surgimento da doença, indicou a responsável, salientando que palestras sobre prevenção e combate à malnutrição têm sido realizadas nas comunidades.

Em 2018, dados governamentais davam conta que Angola tinha uma taxa de desnutrição crónica na ordem dos 38 por cento, com metade das províncias do país em situação de “extrema gravidade de desnutrição”, onde se destacava o Bié, com 51%.

As províncias do Bié com 51%, Cuanza Sul com 49%, Cuanza Norte com 45% e o Huambo com 44% foram apontadas, na altura, pela chefe do Programa Nacional de Nutrição de Angola, Maria Futi Tati, como as que apresentavam maiores indicadores de desnutrição.

“São cerca de nove províncias que estão em situação de extrema gravidade de desnutrição, sete províncias em situação de prevalência elevada e duas províncias em situação de prevalência média”, apontou Maria Futi Tati, em junho de 2018.

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