O anúncio foi feito a menos de um mês do início de mais um sínodo, que decorrerá no Vaticano de 06 a 27 de outubro para refletir sobre o tema "Amazónia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral".

"A 03 de outubro de 2019, religiosas de todo o mundo reúnem-se em Roma para discutir questões que não permanecerão mais em silêncio. Agora é a hora das mulheres na liderança e na tomada de decisões na Igreja", refere a associação em comunicado.

O movimento Vozes de Fé denuncia que, nos dois últimos sínodos, o direito ao voto foi estendido, além dos bispos, aos religiosos, mas não às religiosas", que superam em número os irmãos em todo o mundo e cujas madres superiores têm o mesmo estatuto canónico dos superiores masculinos ".

"Isto tem de mudar se queremos ver a igualdade na liderança de nossa Igreja", acrescenta.

No vídeo de apresentação da iniciativa, refere-se que numa assembleia de bispos, na qual são tomadas decisões para todos os católicos, as mulheres, que representam mais de metade, não se podem expressar.

A associação internacional de mulheres católicas vai ainda apresentar a 01 de outubro a petição #votesforcatholicwomen (uma votação para mulheres católicas), que já foi assinada por 9.600 pessoas.

Uma representação das freiras beneditinas do mosteiro Fahr na Suíça, com sua madre superior Irene Gassmann, vai deslocar-se a Roma para mostrar seu apoio, entre outras.

Neste sínodo dos bispos uma das novidades será a presença de quatro mulheres como consultoras na Secretaria-Geral.

A Secretaria-Geral é uma instituição permanente do Vaticano, encarregada de preparar a assembleia do sínodo e fazer as suas conclusões e, para isso, utiliza diferentes consultores.

Pela primeira vez haverá quatro mulheres: a espanhola María Luisa Berzosa González, diretora da federação Fé e Alegria, Nathalie Bacquart, ex-diretora do Serviço Nacional de Evangelização de jovens e vocações da Conferência Episcopal Francesa, Alessandra Smerilli, professora de Economia da Pontifícia Faculdade de Ciências da Educação e Cecilia Costa, professora de Sociologia da Universidade Roma.

Por ocasião do sínodo dos jovens em 2018, a associação realizou outra campanha para pedir o voto das mulheres, denunciando que "dois irmãos religiosos receberam luz verde para votar, mas às religiosas que compareceram não foi dada a mesma oportunidade”.

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