Em comunicado, a ANSG refere que o despacho do Governo a estado de calamidade pública em várias zonas afetadas pelos incêndios e que determina a “mobilização extraordinária nomeadamente da GNR é pura demagogia política”, devido à falta de efetivos disponíveis.

“Tudo tem um limite, 150 equipas, promete o primeiro-ministro, correspondem no mínimo a 300 elementos, mas nem que fossem 20, na atualidade não existem, pois, corresponde à média de incorporação algo que nem isso se vislumbra. É dramática a falta de efetivos”, considera a associação.

Segundo a ANSG, “a GNR já se encontra para além dessa fronteira, face ao alargado âmbito de responsabilidades e tanta valência, que depois se torna incapaz de realizar, pela simples razão da inexistência do elemento essencial, ou seja recursos humanos”.

O primeiro-ministro, António Costa, justificou hoje a declaração de calamidade pública, com efeitos preventivos, com a extensão do risco de incêndio e o prolongamento do esforço do dispositivo nos últimos meses.

“Agora é que era essencial que isso fosse feito, quer pela extensão do risco de incêndio quer pelo prolongamento que já temos tido ao longo destes sucessivos meses do esforço do dispositivo”, defendeu António Costa.

De acordo com António Costa, foi por isso nesta altura “muito importante reforçar os meios” e tomar a decisão de conceder aos bombeiros voluntários dois dias de descanso por cada dia de combate aos incêndios, que só na circunstância da declaração de calamidade poderia ser tomada.

A declaração de Calamidade Pública abrange vários concelhos dos distritos de Bragança, Castelo Branco, Guarda, Vila Real, Viseu, Coimbra, Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Leiria, Portalegre e Porto.

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