Mona Seif publicou nas redes sociais uma fotografia do ativista no momento em que regressa a casa depois de ter cumprido os cinco anos de prisão por ter participado, em novembro de 2013, numa manifestação não autorizada frente ao Parlamento contra a utilização de tribunais militares nos julgamentos de civis, uma prática comum no Egito.

Em 2014, um tribunal condenou Abdelfatah a 15 anos de prisão mas o julgamento inicial foi anulado e repetido tendo o ativista sido sentenciado mais tarde a cinco anos de prisão e ao pagamento de 13 mil dólares, uma multa prevista pela legislação contra manifestações e que é aplicada a centenas de jovens.

Desde o momento em que foi detido esperava-se que Abdelfatah fosse indultado pelo chefe de Estado numa das amnistias que são concedidas aos presos políticos duas vezes por ano e que coincidem com as celebrações muçulmanas do Aid, tal como sucedeu com a irmã, Sanaa Seif, que tinha sido condenada a três anos de prisão por ter participado numa manifestação frente ao Palácio Presidencial.

Abdelfatah que mantinha um influente blog em que defendia liberdades políticas começou a ser perseguido pelo regime do ditador Hosni Mubarak, deposto na sequência dos protestos populares de 2011.

Reconhecido por várias organizações de defesa de direitos humanos internacionais, Alaa Abdelfatah manteve-se na oposição durante a presidência de Mohamed Mursi entre 2012 e 2013 e depois contra Abdelfatah al Sisi no poder desde o golpe de Estado de 2013.

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