Localizada na lha do Rei George, na Antártida, a base tem as suas operações e logística asseguradas pela Marinha brasileira, com a apoio da Aeronáutica, tendo contado com um investimento de 100 milhões de dólares (cerca de 90 milhões de euros), segundo a imprensa local.

“A ocasião é de júbilo, reconhecimento e homenagem. As novas instalações representam o avanço da presença do Brasil neste continente e um avanço qualitativo expresso no compromisso do Governo federal com o desenvolvimento das atividades científicas ligadas às questões climáticas e ambientais”, disse o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, no discurso de inauguração.

O vice-Presidente do país sul-americano deslocou-se à Antártida acompanhado pelos ministros da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, além de representantes da Marinha e outras autoridades.

“A base possibilitará a presença brasileira numa plataforma sustentável, que permitirá conhecer melhor este enorme continente de características ímpares, bem como reafirmar o compromisso do Brasil como membro consultivo do Tratado [da Antártida] para participar das decisões sobre os destinos dessa região”, afirmou o comandante da Marinha do Brasil, Ilques Barbosa.

O Brasil integra, como membro consultivo, o Tratado da Antártida.

Segundo o Governo brasileiro, o objetivo da base é realizar pesquisas em áreas como oceanografia, biologia, glaciologia e meteorologia.

O novo complexo, cujas obras de reconstrução começaram há três anos, tem 4.500 metros quadrados de área construída, 17 laboratórios e capacidade para 65 pessoas.

A Estação Comandante Ferraz foi criada em 1984, tendo passado por obras de ampliação nos anos seguintes. Contudo, em 2012, a base foi atingida por um incêndio de grandes proporções que resultou na morte de dois militares e na destruição de 70% das instalações.

A cerimónia de inauguração estava prevista para a passada terça-feira, mas acabou por ser adiada devido ao mau tempo.

O Brasil faz parte de um grupo restrito de países que possuem estações científicas na Antártida.

“O plano de ação da ciência Antártida para o Brasil terá melhores condições para desenvolver programas científicos que aumentem a participação brasileira no sistema do trabalho antártico, que envolve, além do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e Fundação Oswaldo Cruz, 13 universidades, contando com 250 investigadores”, declarou ainda Mourão.

A cerimónia contou também com o lançamento de um balão meteorológico, cujos dados recolhidos ajudarão no estudo da dinâmica da alta atmosfera na Antártida.

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