No debate quinzenal desta sexta-feira, no parlamento, o último tema sobre o qual Catarina Martins questionou António Costa foi a questão das propinas, referindo que o BE ouviu "com agrado responsáveis do Governo dizer que é preciso acabar com as propinas", uma medida com a qual concorda.

"Neste Orçamento do Estado foi possível descer as propinas em 212 euros. O desafio que nós deixamos, não ao Governo, mas ao PS e a todos os partidos que percebem que a qualificação tem de ser uma aposta de futuro no país, é que no próximo OE desçamos pelo menos outros 212 euros as propinas", defendeu.

Se isto for feito, segundo a líder do BE, numa legislatura acaba-se com as propinas em Portugal.

Na resposta, o primeiro-ministro lembrou a "meta ambiciosa de alargamento do número de estudantes no ensino superior".

"Para prosseguir esse ganho, temos que melhorar as condições das famílias poderem financiar os seus filhos no ensino superior e por isso aceitamos um teto para a redução da propina máxima", destacou.

No entanto, para António Costa, "mais importante do que o custo da propina, é o custo do alojamento".

"E é por isso que num país em que só há 15 mil camas de residências universitárias, nós temos um programa neste momento para criar mais 12 mil até 2021 e mais 30 mil até 2030", sublinhou.

O Presidente da República enquadrou na quarta-feira a posição que assumiu no dia anterior sobre o fim das propinas a prazo defendendo que é estratégico e se impõe como objetivo nacional recuperar o atraso que Portugal mantém nas qualificações.

Na terça-feira, no encerramento de uma convenção sobre ensino superior, no ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, o Presidente da República pronunciou-se sobre a ideia "da extinção das propinas" defendida horas antes pelo ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor, declarando: "A ser possível concretizar-se, é um passo decisivo".

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