“Simplesmente não é o caso”, reagiu Helen McEntee à Sky News sobre as discussões em torno de um acordo pós-‘Brexit’ que aumentaram esta semana, afirmando que “quaisquer insinuações de que isso criará uma fronteira são simplesmente falsas”.

Numa coluna publicada no sábado no jornal britânico Daily Telegraph, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, defendeu a sua intenção de reverter em parte o acordo do ‘Brexit’, argumentando que foi forçado a fazê-lo face à “ameaça” de a UE instaurar um “bloqueio” à Irlanda do Norte, por uma “interpretação extrema” do texto, impedindo a entrada de produtos alimentares no Reino Unido.

“Devo dizer que nunca acreditámos seriamente que a UE seria capaz de usar um tratado, negociado de boa fé, para instaurar um bloqueio a parte do Reino Unido, ou que eles ameaçariam destruir a integridade económica e territorial do Reino Unido”, escreveu Boris Johnson no artigo do jornal.

Helen McEntee lembrou que as disposições da Irlanda do Norte no tratado que codificam a retirada do Reino Unido da UE foram aceites pelas duas partes, a fim de garantir uma concorrência justa após o ‘Brexit’.

Eles também querem evitar o retorno de uma fronteira física com a ilha da Irlanda, que afetada por três décadas de um conflito, até à assinatura do acordo de paz da Sexta-feira Santa, em 1998.

O tratado “garante igualmente a integridade da Irlanda do Norte como parte integrante do Reino Unido”, disse a ministra da Justiça irlandesa, que, acrescentou, “garante que nenhuma fronteira irá reaparecer”.

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