Caso seja aprovada pelo Ministério do Ambiente, Agência Portuguesa do Ambiente e Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, a estrutura ficará instalada no chamado Pinhal do Conde, na freguesia de São João de Ver, e terá como objetivo produzir energia limpa para distribuição pela rede elétrica nacional.

A empresa responsável pelo projeto é a FF Ventures — FFNEV Portugal Lda., que, segundo revelou à Lusa o presidente da Câmara da Feira, prevê atingir “uma produção de 40.500 Megawatts por hora em cada ano”.

O social-democrata Emídio Sousa informa que o projeto “resulta de um concurso público aberto pelo Estado e do qual a FF Ventures saiu vencedora”, mediante proposta de um contrato de exploração que implica um “plano de desmantelamento por forma a deixar a área, no final da sua vida útil, em situação semelhante à encontrada no início do processo ou, no mínimo, livre de qualquer dano”.

A notícia gerou, contudo, algumas críticas em São João de Ver, motivando a distribuição pela população de panfletos partidários em que o PS local se diz preocupado com “a dimensão da estrutura e as suas consequências ambientais e paisagísticas”, reclamando, por isso, mais esclarecimentos públicos sobre o assunto.

Os vereadores do PS no executivo municipal já aprovaram o parecer prévio sobre o projeto em reunião de Câmara, mas os socialistas de São João de Ver ainda querem saber, por exemplo, que estudos de impacte ambiental foram feitos sobre a instalação da central, se a temperatura na zona vai aumentar e quais serão os níveis de ruído emitido pelos inversores de energia.

Sobre essas dúvidas, o autarca Emídio Sousa insiste que a responsabilidade maior cabe aos organismos superiores do Estado, mas acredita que todas as entidades envolvidas no processo “têm interesse em que ele seja bem-sucedido”.

“A energia limpa tem que ser o grande desafio da humanidade. Seja em habitações, unidades industriais ou espaços florestais desaproveitados, é um dos caminhos para a sustentabilidade do planeta e da vida humana, e, neste caso específico, a central fotovoltaica de São João de Ver só se vai concretizar quando todas as entidades fiscalizadoras disserem que o projeto está cientificamente validado”, realça o autarca.

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