O proprietário destes satélites, a Viasat, com sede nos Estados Unidos, revelou hoje novos detalhes sobre como ocorreu o maior ciberataque, conhecido desde o início da guerra na Ucrânia e o seu amplo impacto.

O ataque afetou utilizadores da Internet desde a Polónia à França e impediu o acesso remoto a milhares de torres eólicas na Europa Central, noticia a agência Associated Press (AP).

No comunicado, a Viasat não apontou quem acredita ter sido o responsável pelo ataque, embora na altura as autoridades ucranianas tenham culpado ‘hackers’ russos.

A ação terrorista ocorreu no momento em que a Rússia estava a lançar a sua invasão à Ucrânia e foi considerada o início de uma vaga de ciberataques para além da zona de conflito.

No entanto, até agora, estes ataques não se materializaram, embora investigadores sobre cibersegurança refiram que as operações cibernéticas mais impactantes relacionadas com a guerra estão a ocorrer “nas sombras”.

Uma série de ataques menores, aparentemente realizados por voluntários, estarão em curso.

O ataque demonstrou como a tecnologia de satélite que serve clientes militares e civis pode ser um alvo durante um conflito, causando impacto em pessoas e empresas longe do campo de batalha.

Nas primeiras horas de 24 de fevereiro, a rede de satélites KA-SAT começou a ser alvo de um ataque, deixando ‘offline’ um grande número de ‘modems’ de Internet.

Depois, seguiu-se um ataque destrutivo com uma atualização de ‘software’ malicioso que deixou inoperacionais dezenas de milhares de serviços de Internet em toda a Europa, revelou a Viasat.

A empresa explicou ainda que enviou 30.000 aparelhos de substituição para clientes afetados em toda a Europa, a maioria utilizadora do serviço de Internet de banda larga em casa.

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