Este é um passo inédito por parte do comité da Câmara dos Representantes responsável por apurar o sucedido em 06 de janeiro de 2021, quando apoiantes de Donald Trump tentaram impedir a certificação eleitoral da vitória nas presidenciais de Joe Biden, noticia a agência Associated Press (AP).

As intimações a Kevin McCarthy, da Califórnia, e aos representantes republicanos Jim Jordan, de Ohio, Scott Perry, da Pensilvânia, Andy Biggs, do Arizona, e Mo Brooks, do Alabama, surgem numa fase em que a investigação se aproxima do final e a comissão de investigação se prepara para uma série de audiências públicas durante o verão.

Os membros da comissão pretendem analisar as conversas de McCarthy com o então presidente Donald Trump, no dia do ataque, e as reuniões que os outros quatro congressistas tiveram com a Casa Branca, enquanto Trump e seus assessores conspiravam para reverter a derrota eleitoral.

Intimações do Congresso para membros efetivos do Congresso, especialmente para um líder partidário, são praticamente nulas nas últimas décadas.

A comissão de investigação já tinha pedido a cooperação voluntária dos cinco republicanos, assim como a outros legisladores do Partido Republicano, mas todos negaram o pedido para prestar declarações.

“Estes membros incluem-se naqueles que participaram em reuniões na Casa Branca, que tiveram conversas diretas com o Presidente Trump antes e durante o ataque ao Capitólio e aqueles que estiveram envolvidos no planeamento e coordenação de certas atividades antes e durante 06 de janeiro, referiu ainda o comité de investigação, durante o anúncio das intimações.

McCarthy reconheceu que falou com Trump em 06 de janeiro de 2021, conversa que decorreu enquanto apoiantes de Trump invadiam e agrediam as forças policiais no Capitólio.

No entanto, o líder dos republicanos na câmara baixa do Congresso nunca acrescentou muitos detalhes a esta telefonema com o magnata.

A comissão de investigação solicitou informações sobre as suas conversas com Trump “antes, durante e depois” do tumulto.

Este painel da Câmara dos Representantes pretende apurar não apenas a conduta de Trump em 06 de janeiro de 2021, quando este apelou à multidão para “lutar incessantemente” contra o resultado eleitoral, mas também os esforços do republicano, e da sua equipa, meses antes, na contestação da derrota eleitoral ou na obstrução a uma transição pacífica de poder.

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