“Vamos adquirir dois mil testes rápidos, sendo que nesta primeira fase, até ao final desta semana, vão chegar mil”, afirmou à agência Lusa Jorge Vala, explicando que a totalidade dos testes tem um custo de cerca de 13 mil euros.

Estes testes serão disponibilizados aos estabelecimentos de ensino, instituições particulares de solidariedade social (IPSS), bombeiros, e autoridades de saúde e de Proteção Civil.

“É a primeira vez que adquirimos testes rápidos, embora o município tenha uma bolsa de testes, disponível num laboratório em Leiria, para acudir a emergências”, adiantou Jorge Vala.

Segundo o autarca, esta bolsa “tem sido utilizada, por exemplo, para situações de bombeiros que transportam doentes em que se verifica que dão positivo” ao novo coronavírus, em caso de novos funcionários que entrem ao serviço de IPSS ou para funcionários do município que tiveram contacto com alguém com covid-19 e não entrem no protocolo da Saúde para fazer o teste.

A câmara vai também disponibilizar mais máscaras cirúrgicas à população residente no concelho.

“Numa primeira fase distribuímos 100 mil máscaras cirúrgicas, cinco por cada pessoa, a cerca de 20 mil pessoas”, adiantou o presidente do município, referindo que se equacionou, depois, uma segunda fase de distribuição.

Porém, “as pessoas começaram a ter mais facilmente acesso a máscaras e começou, também, a vulgarizar-se a máscara social”.

“Temos em ‘stock’ cerca de 50 mil máscaras, para fazer 10 mil ‘kits’ [com cinco máscaras cada]”, declarou Jorge Vala, acreditando que no final deste processo o município terá distribuído cerca de 200 mil máscaras cirúrgicas à população.

Além de ter em ‘stock’, o autarca considera que se “justifica agora fazer uma nova fase de distribuição, porque passou a ser obrigatório o uso de máscara na rua”.

“Sendo obrigatório, achamos que devemos ser parte da solução e ser colaborante”, adiantou.

Desde hoje que é obrigatório o uso de máscaras em espaços públicos, para “acesso, circulação ou permanência nos espaços e vias públicas sempre que o distanciamento físico recomendado pelas autoridades de saúde se mostre impraticável”.

Entre as medidas anunciadas pela Câmara de Porto de Mós está também previsto o reforço da desinfeção dos espaços públicos, escolas e IPSS, ações de sensibilização para a comunidade e visitas de acompanhamento às instituições para idosos.

Apoio financeiro e em equipamentos de proteção individual aos bombeiros e IPSS, ações de acompanhamento nas escolas ou articulação com as juntas de freguesia contam-se, igualmente, entre as ações, de acordo com uma nota de imprensa do município.

A câmara vai ainda possibilitar o acesso à vacinação contra a gripe para pessoas com idade igual ou superior a 65 anos nas farmácias do concelho, “de forma a descongestionar os centros de saúde do concelho”.

Portugal contabiliza pelo menos 2.371 mortos associados à covid-19 em 124.432 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde.

O concelho de Porto de Mós tem 109 casos confirmados do novo coronavírus, 84 dos quais recuperados. Vinte e quatro continuam ativos e há a contabilizar uma vítima mortal, adiantou o presidente da câmara.

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