Estas posições das duas maiores bancadas parlamentares - ambas em defesa dos resultados das medidas tomadas para a contenção da covid-19, com o país em estado de emergência - foram transmitidas pela vice-presidente da bancada socialista, Constança Urbano de Sousa, e pela deputada do PSD Mónica Quintela.

Pela parte da bancada do PS, Constança Urbano de Sousa defendeu que as medidas duras adotadas ao abrigo do estado de emergência "contribuíram para melhorar os indicadores da evolução da epidemia, em especial o risco de transmissão da doença, que regista uma tendência de descida".

"Apesar de os dados serem mais animadores, a vacina estar mais próxima e já termos, desde quinta-feira, um plano de vacinação, não nos deixemos iludir. A situação pandémica é ainda grave e não podemos agora baixar a guarda e deitar tudo a perder, pois todos os dias continuam, infelizmente, a morrer pessoas vítimas deste vírus terrível", advertiu a ex-ministra.

Constança Urbano de Sousa referiu depois que, "mesmo que a Agência Europeia do Medicamento autorize este mês uma vacina eficaz e segura, o processo de vacinação de toda uma população ou grande parte dela é muito complexo, faseado e nunca poderá ser realizado em poucas semanas ou poucos meses".

"Vamos, assim, continuar a precisar de medidas de segurança e de restringir os nossos contactos ao estritamente necessário, para vencer esta pandemia. Também por isso precisamos de renovar o estado de emergência, para permitir ao Governo manter e adotar medidas que contribuam para evitar a propagação do vírus, salvar vidas e ao mesmo tempo não matar a nossa economia, à semelhança do que os outros países europeus estão a fazer", frisou a vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS.

Já pela parte do PSD, Mónica Quintela disse que o seu partido, "com o sentido de Estado", manterá "uma postura de colaboração, tendo como primeiro e último escopo, sempre, o interesse nacional".

"Não nos pautamos por conveniências circunstanciais e aproveitamentos das manifestas e múltiplas falhas que o Governo tem tido, porque esse tipo de condutas, em plena situação de calamidade pública, é prejudicial aos interesses dos portugueses", frisou.

No entanto, a deputada e advogada de Coimbra criticou logo a seguir o Governo por ter "passado o verão como a cigarra, sem cuidar de preparar, como era a sua obrigação, a segunda vaga".

"Assim como censuramos a falta de articulação entre os ministérios da Segurança Social e da Saúde e que tem sido a causa do flagelo que tem assolado os lares onde residem tantos idosos. E não consigo calar a inaceitável falta de assistência dos doentes não covid-19 no Serviço Nacional de Saúde (SNS)", afirmou Mónica Quintela

Neste ponto, a deputada social-democrata advertiu mesmo que a atual "necessidade premente de salvar vidas não se compadece com cedências a preconceitos ideológicos de ex e ainda parceiros do Governo e demanda o recurso aos setores privado e social, em conjugação de esforços com o SNS".

"Continuando na critica construtiva, fica também o vivo reparo à falta das prometidas vacinas da gripe que a ministra da Saúde [Marta Temido] afirmou que não iriam faltar e cujo resultado está à vista. O Governo não foi prudente nem previdente porque era mais que óbvio que, por causa da pandemia, a esmagadora maioria da população ia precisar da vacina", acrescentou.

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