“Nas próximas duas semanas, as armas irão decidir para que lado cai a vitória, temos que continuar a apoiar a Ucrânia com armamento e equipamento militar”, disse Borrell, à entrada para uma reunião do Conselho Europeu, em Bruxelas.

Esta reunião, cujo início estava previsto para as 16:30 (15:30 de Lisboa), deverá começar com uma hora de atraso dado que a cimeira da NATO terminou depois do previsto e foi seguida por uma reunião do G7.

“Isto é o que importa fazer: garantir que o material vá e que as pessoas o possam utilizar”, acrescentou.

O Alto Responsável para a Política Externa e de Segurança da UE considerou ainda, no dia em que se assinala um mês de invasão russa, que “do ponto de vista militar, é um enorme falhanço para a Rússia”.

“Como não conseguem conquistar as cidades, bombardeiam-nas, matando inocentes e destruindo tudo”, disse, salientando: “os ucranianos estão a ripostar, estamos a apoiá-los com armamento e, certamente, o resultado da guerra não está a ser o que o Kremlin esperava”.

Borrell adiantou esperar que o Conselho Europeu, no qual Portugal está representado pelo primeiro-ministro, António Costa, “forneça orientações sobre como continuar a aumentar as sanções [à Rússia] – sanções pessoais e sanções setoriais”.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia, que foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, cuja resposta incluiu o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

A ONU confirmou hoje que pelo menos 1.035 civis morreram e 1.650 ficaram feridos na guerra da Ucrânia, sublinhando que os números reais poderão ser muito superiores. O número de refugiados está já próximo dos 3,7 milhões.

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