Entre as vítimas, 10 civis — oito dos quais da mesma família – foram mortos em ataques na zona oeste da província de Alepo, um setor ocupado por ‘jihadistas’ e rebeldes e adjacente à província de Idlib. As duas restantes morreram na região de Idlib, segundo o OSDH.

“Um dos ataques atingiu uma casa junto à aldeia de Kfar Taal, matando uma família, incluindo seis crianças”, disse à agência France Presse o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahmane.

A província de Idlib e certas zonas das regiões vizinhas de Alepo, Hama e Latakia são dominadas pelos ‘jihadistas’ do Hayat Tahrir al-Sham (HTS, ex-ramo sírio da Al-Qaida), embora também lá se encontrem grupos rebeldes.

“Nos últimos três dias, os bombardeamentos contra Idlib e arredores, nomeadamente o oeste de Alepo, são exclusivamente obra dos russos”, adiantou Abdel Rahmane.

“Eles querem afastar os rebeldes e os ‘jihadistas’ da cidade de Alepo e da autoestrada que liga Alepo a Damasco”, explicou.

Segundo o diretor do OSDH, os bombardeamentos podem ser a introdução a “uma operação militar” terrestre. “Nas últimas semanas, o regime concentrou reforças nos arredores da cidade de Alepo”, disse.

Na segunda-feira, pelo menos sete civis, incluindo cinco crianças, morreram em bombardeamentos russos na província de Alepo, de acordo com o observatório.

A Rússia anunciou há mais de uma semana uma trégua e nega ter realizado ataques desde então.

O poder sírio controla mais de 70% do território e está determinado a reconquistar as zonas ainda dominadas por ‘jihadistas’ e rebeldes.

A guerra da Síria desencadeada em 2011 já causou mais de 380.000 mortos e milhões de deslocados e refugiados.

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