“Faliu por completo a política dos pequenos passos, de ver quem recicla mais ou quem vai à mercearia. E também não vai lá com a versão da austeridade verde, porque o planeta não pode ficar à espera de que as empresas poluentes desenvolvam uma consciência – o lucro é sempre mais voraz. O problema é mesmo o sistema de produção, é a nossa economia. O problema só se resolve com uma resposta que transforme a economia”, sustentou Catarina Martins num comício no Porto, assegurando que “é à esquerda” que está a solução para a crise climática.

A líder do BE defendeu a urgência de “políticas públicas fortes que transformem a economia, a energia e a mobilidade”, notando que “é isso que propõe o BE”.

“A emergência climática está em todos os programas eleitorais mas, se calhar, não estamos todos a dizer a mesma coisa. Deve falar-se da resposta à emergência climática à esquerda, que é também a resposta à emergência social e à emergência dos direitos do trabalho”, frisou.

Para Catarina Martins, “não vale achar que é taxando mais o gasóleo” que o problema do ambiente se resolve.

“Precisamos mesmo é de transportes públicos e ferrovia em todo o país. Precisamos de nova mobilidade que sirva toda a gente. Precisamos de energia mais limpa que não fique e que diga não ao carvão”, defendeu.

De acordo com a líder do BE, existem “duas enormes ratoeiras” na luta pelo clima.

A primeira, disse, “é achar que a coisa vai lá com impostos verdes ou capitalismo verde, que já provou a sua falência”.

“A segunda é achar que mudança se faz contra as pessoas. Não é. É com as pessoas. Faz-se transformando a economia e criando transportes que sirvam toda a gente e criem emprego”, sustentou.

“Queremos políticas públicas de investimento que respondam à emergência climática, ao mesmo tempo que garantam emprego, habitação e transportes em todo o país”, acrescentou.

Para Catarina Martins, é precisa “uma resposta à emergência climática com quem vive do seu trabalho e é preciso coragem para enfrentar uma minoria que enriquece” enquanto novas medidas não forem tomadas.

A coordenadora do BE lembrou ainda que, para proteger o ambiente e o clima, Portugal vai “precisar de adaptar o território” e “de compreender que o futuro não é a agricultura superintensiva, que degrada os solos ou a água”.

“Nem o eucalipto que pode ser a resposta para um território mais forte”, alertou.

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