“Durante este fim de semana, muito provavelmente vamos para o Porto, onde vai ocorrer a Cimeira [Social da União] Europeia. Na quinta-feira [13 de maio], estaremos aqui no Conselho de Ministros. Vamos lutar com o que for preciso”, afirmou o presidente da Associação dos Profissionais Itinerantes Certificados (APIC).

Luís Paulo Fernandes falava durante a concentração que juntou dezenas de empresários junto ao Centro Cultural de Belém, em Lisboa, onde decorre a reunião semanal do Conselho de Ministros, para reivindicarem a retoma da atividade, interrompida no âmbito da pandemia da covid-19.

A Cimeira Social é o ponto alto da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, estando prevista a presença, no Porto, de 24 dos 27 chefes de Estado e de Governo.

Limitados por um perímetro de segurança montado pela PSP, os empresários gritavam palavras de ordem e seguravam tarjas e cartazes com as inscrições: “Queremos trabalho ou apoio. Não queremos nada demais, só os nossos direitos”; “Ó Costa, os eventos não são somente de música” ou “Carrossel 18 meses sem laborar, como nossos impostos vamos pagar?”.

De acordo com Luís Fernandes, os empresários esperam que o Governo seja célere na decisão para que possam retomar a atividade de hoje a 15 dias, como previsto.

“Nós temos autorização para funcionar na cidade do Porto em três microparques, a partir do dia 20 [de maio]. Toda a logística está a atrasada. Em Matosinhos, também podemos abrir a partir do dia 28 [de maio]. Penso que não vai haver um braço de ferro entre o Governo e os governos locais. [O Governo] terá que declarar que nós, daqui 15 dias, podemos reabrir a atividade […]”, observou.

Hoje, os empresários estão concentrados junto ao Conselho de Ministros, depois de na quarta-feira se terem manifestado em frente ao Ministério da Economia.

Os empresários vão também fazer uma vigília junto à Presidência da República.

À agência Lusa, Luís Fernandes adiantou ainda que será entregue um manifesto à assessoria do Conselho de Ministros, no qual são expostas as reivindicações dos empresários, depois de terem recebido uma resposta do Ministério da Economia, ao final da tarde de quarta-feira.

Na resposta, à qual a Lusa teve acesso, a tutela indica que “espera que, em breve, o Conselho de Ministros possa reavaliar a possibilidade de reabertura das atividades de diversão itinerante”, mas sem precisar um prazo.

“Já não temos dúvidas de que da parte da Economia — já nos tinham dito — estava tudo resolvido. Da parte das câmaras estamos autorizados. […] Tem de ser uma decisão colegial de vários ministros e secretários de Estado. Estamos convictos de que muito em breve ela tem de surgir, se não for hoje é na próxima quinta-feira”, frisou.

O responsável lembrou também que “todos os dias desistem pessoas” no setor, porque segundo as mesmas “não vale a pena lutar”.

O manifesto entregue hoje servirá para reforçar a urgência da reabertura da atividade, que, de acordo com Luís Fernandes, não pode ser mais adiada.

É a primeira vez que um protesto junta a APIC, a Associação Portuguesa de Empresas de Diversões (APED) e a MEID — Associação — Movimento Empresarial Itinerante de Empresas de Diversões e Similares.

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