“O ‘Amadeo’ não estreará dia 12 de novembro como estava anunciado. As condições em que nos encontramos devido à pandemia não promete muito e estamos quase todos a adiar as estreias. Em breve anunciamos a nova data”, refere o realizador numa mensagem partilhada na rede social Facebook.

Na quarta-feira, nos Encontros do Cinema Português, em Lisboa, onde se divulgaram excertos de várias produções cinematográficas em finalização ou ainda por estrear, incluindo "Amadeo", a produtora Pandora da Cunha Telles fixou a estreia para o primeiro semestre de 2021.

“Amadeo” tem produção da Ukbar Filmes, com um orçamento superior a um milhão de euros, o apoio do Instituto do Cinema e Audiovisual, RTP, do Fundo de Turismo e Cinema e da Fundação Calouste Gulbenkian.

O filme é protagonizado pelo ator Rafael Morais, à frente de um elenco que conta com Ana Lopes como Lucie Pecetto, a mulher do pintor, e José Neves enquanto Almada Negreiros, Carla Chambel como Sarah Affonso, João Cachola como Modigliani, e ainda Ana Vilela da Costa, José Pimentão, Lúcia Moniz, Manuela Couto, Rogério Samora, Mariana Pacheco e Eunice Muñoz.

A rodagem decorreu no final de 2019, com filmagens em Lisboa, Óbidos, Sintra e Caldas da Rainha.

Antes da rodagem, em declarações à Lusa, Vicente Alves do Ó, que voltou a fazer um filme biográfico depois de “Florbela” (2012) e “Al Berto” (2017), explicou que a abordagem em “Amadeo” será como “montar um puzzle, mais imagético do que literário”, inspirado na época e na obra do pintor e baseado em acontecimentos ocorridos entre 1911 e 1918, entre Paris, Manhufe e Espinho.

De acordo com o realizador, são recriados momentos como aquele em que Amadeo de Souza-Cardoso apresentou os primeiros trabalhos no atelier em Paris em 1911, bem como a relação com os artistas Robert e Sonia Delaunay, a exposição no Salão de Festas do Jardim Passos Manuel, no Porto em 1916, e o período que antecede a morte em 1918, aos 30 anos.

Amadeo de Souza-Cardoso nasceu em Manhufe, Amarante, em 14 de novembro de 1887, estudou Arquitetura na Academia de Belas-Artes de Lisboa antes de viajar até Paris, em 1906.

Na capital francesa, conhece e convive com várias figuras fundamentais da arte do século XX, com particular destaque para Modigliani. Expôs nos EUA, em 1913, ao lado de nomes como Braque, Matisse, Duchamp e Gleizes, como recorda a biografia disponível na página da Gulbenkian.

Amadeo de Souza-Cardoso morreu, em Espinho, em 1918.

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