Minnis referiu ainda duas dezenas de feridos, bem como pessoas na ilha próxima Grande Bahama em sérias dificuldades. Adiantou que as equipas de socorro darão resposta aos pedidos de ajuda assim que as condições climáticas o permitam.

“Estamos no meio de uma tragédia histórica”, afirmou.

Até agora, apenas o Ministério do Turismo das Bahamas tinha confirmado uma morte, enquanto o ministro dos Negócios Estrangeiros, Darren Henfield, referiu notícias de numerosos corpos a flutuarem nas ilhas Abacos.

Henfield disse à cadeia televisiva ZNS que as informações sobre os corpos não podiam ser confirmadas oficialmente até que as autoridades se deslocassem ao local e o confirmassem.

O primeiro-ministro tinha declarado antes que as Bahamas estavam “em guerra e a ser atacadas” pelo Dorian, referindo-se aos efeitos do furacão no arquipélago atlântico com cerca de 700 ilhas, das quais à volta de três dezenas são habitadas.

Ruas inundadas, telhados e árvores arrancados: as primeiras imagens dão uma ideia da violência da tempestade.

De acordo com as primeiras avaliações das autoridades e de responsáveis da Cruz Vermelha, cerca de 13.000 casas poderão ter danos ou ficado destruídas.

As autoridades disseram ter recebido um número “enorme” de chamadas de pessoas em casas inundadas.

Hubert Minnis evocou danos “sem precedentes” devido às chuvas torrenciais e aos ventos violentos do Dorian, cuja intensidade alcançou no domingo os 295 quilómetros por hora.

De acordo com o último boletim do Centro Nacional de Furações (NHC na sigla em inglês), emitido às 11:00 locais (16:00 em Lisboa), o Dorian baixou hoje para a categoria 4 da escala Saffir-Simpson, após uma redução dos seus ventos máximos para os 250 quilómetros por hora, mas continua “extremamente perigoso”.

Ainda sobre o norte das Bahamas, o furacão dirige-se para norte.

“(…) Deverá mover-se perigosamente para perto da costa leste da Florida até quarta-feira durante a noite e de seguida para perto das costas da Geórgia e Carolina do Sul na noite de quarta-feira e na quinta-feira”, indicaram os peritos do NHC.

Na costa dos Estados Unidos, após dias de incerteza acerca do trajeto do furacão, vários estados do sudeste (Florida, Geórgia e Carolina do Sul) ordenaram finalmente a retirada de centenas de milhares de residentes.

Segundo a Cruz Vermelha norte-americana, 19 milhões de pessoas vivem em zonas que podem ser atingidas pelo Dorian.

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