No total, o Alto-Comissariado contabilizou, até às 24:00 de quinta-feira (hora local), 2.788 vítimas civis desde o início da invasão russa na Ucrânia, a 24 de fevereiro.

No entanto, a agência da ONU alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior, explicando que a informação relativa a algumas zonas, “onde ocorreram intensas hostilidades”, como é o caso das cidades de Mariupol e Izium, estar ainda atrasada ou à espera de confirmação.

Na quinta-feira, a agência da ONU registava pelo menos 1.035 civis mortos, incluindo 90 crianças, e 1.650 feridos.

“A maioria das baixas civis registadas foi causada pela utilização de armas explosivas de vasta área de impacto, incluindo bombardeamentos de artilharia pesada e sistemas de lançamento de mísseis, e ataques aéreos e de mísseis”, refere ainda o ACNUDH.

A Rússia lançou, na madrugada de 24 de fevereiro, uma ofensiva militar na Ucrânia, depois de meses a concentrar militares e armamento na fronteira com a justificação de estar a preparar exercícios.

A ofensiva russa causou já a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, mais de 3,7 milhões das quais para os países vizinhos, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que considera esta a pior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial.

Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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