As Brigadas Izz ad-Din al-Qassam, o braço armado do Hamas, disparou mísseis em direção a três cidades de Israel (Ashkelon, Netivot, Sderot) “em resposta ao raide sobre a torre Al-Shorouk e à morte de num grupo de dirigentes”, indicou a organização em comunicado.

As sirenes de alarme foram acionadas na zona metropolitana de Telavive, indicou a agência noticiosa AFP.

Os serviços israelitas indicaram ter matado uma “dezena” de responsáveis do Hamas, mas também quadros da Jihad islâmica, o segundo grupo armado Faixa de Gaza, em “raides” efetuados desde a noite de segunda-feira.

Para o exército israelita, os ataques a Gaza constituem uma resposta aos “mais de 1.000 ‘rockets’ lançados por diversos grupos armados em direção ao Estado judaico desde segunda-feira.

O Hamas lançou uma primeira salva de ‘rockets’ em direção a Israel em sinal de “solidariedade” com os mais de 900 palestinianos feridos em confrontos com a polícia israelita em Jerusalém Leste, anexado e ocupado por Israel.

O exército informou que um soldado israelita foi morto por disparos antitanque do movimento Hamas.

Pouco antes desta segunda vaga de ‘rockets’, um edifício de 10 andares — 14 segundo o exército judaico — situado na cidade de Gaza foi pulverizado por ataques israelitas, indicou a AFP.

A torre Al-Shorouk, onde estavam instalados os gabinetes da cadeia televisiva palestiniana Al-Aqsa, é o terceiro edifício em altura da cidade de Gaza destruído desde o início, na noite de segunda-feira, da mortífera escalada militar entre Israel e o movimento islamita Hamas.

Na terça-feira, o Hamas disparou a primeira barragem de ‘rockets’ em direção a Telavive, após a completa destruição de um edifício de 12 andares no centro da cidade de Gaza, e onde se encontravam os escritórios de diversos dirigentes do movimento.

Na noite de terça-feira, e após anunciar a destruição de um segundo imóvel de nove andares partilhado por apartamentos, uma televisão local e lojas comerciais, o Hamas lançou novos ataques.

O exército israelita confirmou ter atingido edifícios no centro de Gaza, indicando que eram utilizados pelo Hamas para as suas ações.

Esta nova vaga de violência, a mais intensa desde há sete anos, provocou pelo menos 62 mortos dos dois lados — 56 em Gaza, incluindo 14 crianças, e seis em Israel.

A violência surgiu, em parte, devido à ameaça de expulsões de civis palestinianos de Jerusalém Oriental em benefício dos colonos israelitas, para além de uma violenta repressão das forças de segurança do Estado judaico no perímetro e no interior da Esplanada das Mesquitas em Jerusalém onde se situa a mesquita de Al-Aqsa, considerado o terceiro local mais sagrado do islão.

Aos confrontos iniciais entre manifestantes palestinianos e polícia israelita, particularmente em redor da mesquita de Al-Aqsa, seguiram-se os ataques com ‘rockets’ do Hamas contra Israel e a resposta das forças de defesa israelitas contra a Faixa de Gaza.

Em finais de abril, a organização Human Rights Watch (HRW), sediada em Nova Iorque, acusou as autoridades israelitas de cometerem “os crimes contra a humanidade de apartheid e de perseguição”, num relatório em que analisa o modo como Israel trata os palestinianos.

No relatório “A Threshold Crossed: Israeli Authorities and the Crimes of Apartheid and Persecution” (Um limiar atravessado: autoridades israelitas e os crimes do apartheid e da perseguição), a HRW justifica a acusação, considerando que existe uma “política abrangente do Governo israelita para manter o domínio dos judeus israelitas sobre os palestinianos e graves abusos cometidos contra os palestinianos que vivem em território ocupado, incluindo Jerusalém Oriental”.

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