“Realizaram-se negociações de diferentes formas e chegámos aos acordos necessários”, disse à agência de notícias ISNA o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Nasser Kanani.

“Agora, o Governo norte-americano deve decidir se quer aplicar o acordo”, acrescentou.

O chefe da diplomacia iraniana sublinhou que o seu país “está pronto” para a troca de prisioneiros independentemente das negociações para salvar o acordo nuclear assinado em 2015.

As negociações para recuperar o pacto introduzem limites ao programa nuclear iraniano, para que este se destine apenas a fins civis, em troca do levantamento das sanções económicas – que lhe foram reimpostas pelos Estados Unidos em 2018, durante a Presidência de Donald Trump, que decidiu unilateralmente abandonar o acordo e voltar a sancionar o Irão.

Em consequência, em 2020, Teerão anunciou que deixaria também de cumprir os compromissos assumidos no âmbito do acordo, nomeadamente quanto aos limites estabelecidos relativamente ao enriquecimento de urânio, bem como à quantidade de urânio enriquecido armazenado ou à pesquisa e ao desenvolvimento de atividades nucleares.

As conversações para retomar o acordo de 2015, que têm decorrido em Viena, entre o Irão, as potências signatárias do acordo original — Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha — e os Estados Unidos, de forma indireta, encontram-se na reta final, mas parecem ter chegado a um impasse, ao fim de 17 meses de diálogo.

Cerca de 30 iranianos estão presos no estrangeiro por acusações relacionadas com as sanções económicas norte-americanas, cerca de metade deles nos Estados Unidos.

Ao mesmo tempo, pelo menos uma dezena de cidadãos com dupla nacionalidade iraniana ou estrangeiros estão a cumprir pena em prisões iranianas.

A República Islâmica do Irão foi acusada de usar os detidos com dupla nacionalidade, em especial, mas também os de outros países como medida de pressão para troca de prisioneiros com outros países.

Tal foi designado por outros países e organizações de defesa dos direitos humanos como “diplomacia dos reféns” do Irão.

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