São nove os atletas de karaté que se juntaram numa missão e preocupação única: as crianças institucionalizadas sem recursos para, na impossibilidade de frequentarem as escolas, poderem acompanhar devidamente o ensino ‘online’, adotado, na maioria dos casos, até ao final do corrente ano letivo.

“Além de atletas, e de alguns de nós ainda competirmos, somos professores e percebemos que há algumas crianças com dificuldades em termos escolares. Ficámos muito sensibilizados e resolvemos ajudar com esta campanha para apoiar os mais necessitados, sobretudo nesta altura. O objetivo é criar uma melhor oportunidade para as crianças terem outro tipo de acompanhamento escolar”, contou Nuno Moreira, campeão mundial de karaté goju-ryu, à agência Lusa.

A iniciativa “Karaté Solidário” pretende angariar verbas para a aquisição de computadores e outro material informático, que será posteriormente doado a algumas instituições de solidariedade social e, assim, proporcionar um melhor acompanhamento do ensino à distância.

Em troca, além dos respetivos contributos monetários, cada um dos karatecas oferece uma camisola de uma representação nacional para ser sorteada entre todos os participantes.

“A escola ‘online’ acaba por ser um problema para muitas crianças. Ou porque estão abandonadas e não têm computadores ou porque as instituições também não têm. O acompanhamento escolar, extremamente importante, acaba por não ser o melhor ou por ficar até de parte”, frisou o atleta do Clube de Karaté da Maia.

Na campanha solidária promovida nas redes sociais, André Vieira, mentor da ideia, Nuno Moreira, Nuno Dias, Rodrigo Pereira, Jorge Machado, Jorge Caeiros, Teresa Silva, Vitalie Certan e Ina Certan tentam “mobilizar as pessoas para ajudar a formar as gerações do futuro.”

“A campanha é toda feita por nós e a última imagem publicada espelha bem a realidade. Uma criança dentro de uma sala ao computador e outra criança à janela com um bloco de notas a escrever. Isto é a imagem daquilo que queremos passar. É algo que marca e assinala as dificuldades e diferenças da nossa sociedade”, destacou.

Apesar da “adesão muito boa”, o karateca contou que, para já, só está previsto ajudar o Lar da Santa Cruz (Matosinhos) e a Casa Abrigo para Vítimas de Violência Doméstica — Recomeçar com a compra de material tecnológico recondicionado, embora o desejo fosse “apoiar muitas mais”.

“Gostávamos de trabalhar com muitas mais instituições, mas não sabemos o valor que vamos conseguir angariar. Vamos perceber primeiro quantos computadores estas instituições precisam e quantos podemos dar. Vamos adquirir material recondicionado para termos capacidade de comprar o maior número possível”, explicou Nuno Moreira.

O projeto “Karaté Solidário”, promovido nas redes sociais (https://www.facebook.com/karatecasolidario/), apela à união e esforço de todos em prol do apoio a crianças desfavorecidas e associações locais na sua missão social.

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