“Vamos para eleições porque o PS assim quis”, afirmou, reforçando: “Quer ter uma maioria absoluta para fugir de responder aos problemas, quer ter as mãos livres para fazer e realizar a política de direita, para se livrar da ação do PCP.”

Jerónimo de Sousa falava num jantar com cerca de 300 militantes e simpatizantes da CDU, no concelho da Ribeira Brava, ilha da Madeira, no qual discursaram também o coordenador regional, Edgar Silva, e a cabeça de lista pela região autónoma às eleições legislativas antecipadas de 30 de janeiro, Herlanda Amado.

“O PS estava condicionado pelas suas próprias opções políticas, um PS amarrado à União Europeia, amarrado às decisões do grande capital, amarrado aos seus próprios auto-condicionalismos, não dando resposta às questões relacionadas com os trabalhadores, particularmente em relação à legislação laboral”, afirmou Jerónimo de Sousa.

O secretário-geral do PCP justiçou, assim, o voto contra do partido ao Orçamento do Estado para 2022, sublinhando que os comunistas sempre estiveram “do lado certo”, na reposição, defesa e conquista de direitos durante os anos em que apoiaram o executivo de António Costa.

Os manuais escolares gratuitos, a redução do preço dos transportes e várias medidas de proteção social foram apontados como “avanços significativos” obtidos por ação do PCP.

Jerónimo de Sousa disse que o PS deixou, entretanto, de criar respostas e soluções para os problemas e avança, agora, para eleições antecipadas “a pensar na maioria absoluta”, para não ter o “incómodo de enfrentar o Partido Comunista Português com as suas propostas”.

“Honramos a nossa palavra e honramos o compromisso com quem trabalha ou com quem trabalhou e é neste quadro que nos vamos apresentar às eleições do dia 30 de janeiro”, declarou, sublinhando a necessidade de “reforçar a CDU”.

Jerónimo de Sousa alertou, por outro lado, para uma “aldrabice” criada em torno das eleições legislativas antecipadas.

“Isto começou torto, porque alguma comunicação social, os comentadores de serviço, os responsáveis em termos de partidos políticos estão a criar uma aldrabice”, disse, explicando: “Falam em eleições para primeiro-ministro, como se existissem eleições para primeiro-ministro. Há eleições para 230 deputados, seis dos quais aqui para a Região Autónoma da Madeira.”

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